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Liberdade de expressão

China condena ativista por textos publicados na internet

por Redação Carta Capital — publicado 27/12/2011 10h05, última modificação 27/12/2011 15h41
Enquanto isso, população de pequena cidade ao Sul do país vai às ruas protestar contra corrupção e expropriação ilegal de suas terras
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Moradores de Wukan durante protesto no dia 19 de dezembro. Foto: AFP

O ativista chinês Chen Xi, que participou dos protestos pró-democracia de 1989 na Praça Tiananmen, foi condenado a dez anos de prisão na segunda-feira 26. O tribunal da cidade de Guiyang, capital da Província de Guizhou, aplicou a sentença por instigação à "subversão do Estado".

A mulher de Xi, Zhang Qunxua, disse à imprensa que a pena está relacionada a 36 artigos escritos pelo ativista e postados na internet.

Xi já foi condenado outras vezes pelo governo comunista da China. Ele ficou preso por três anos pelos protestos de 1989 e depois por mais uma década sob a acusação de “ofensas contrarrevolucionárias."

A China tem endurecido a repressão a escritores e artistas temendo que o país seja atingido por movimentos como as revoluções árabes no Norte da África.

Protestos

Mesmo aumentando a pressão, o governo chinês enfrentou protestos ao Sul do país. Camponeses de Wukan, uma localidade de 13 mil habitantes na costa da província de Guangdong, protestaram para denunciar a corrupção das autoridades locais.

A irritação explodiu depois de expropriações de terras consideradas ilegais pelos moradores.

"Nesta região havia muitos problemas que não foram solucionados a tempo. E uma vez que a violência surgiu, os problemas foram graves", declarou Zhu Mingguo, funcionário do governo que participou nas negociações para conter a crise, em uma reunião sobre a estabilidade social, segundo o jornal oficial Guangzhou Daily.

A crise, que teve grande repercussão no país, foi acalmada na semana passada. As autoridades libertaram os líderes da rebelião, retiraram os policiais que cercavam o local e enviaram uma equipe para ouvir as queixas da população.

"A consciência do povo em termos de democracia, igualdade e de direitos não para de aumentar e, em consequência, as demandas aumentam", declarou Mingguo.

Com informações AFP e Agência Brasil.

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