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Internacional

Ebola

Paciente com suspeita de ebola será tratado no Rio

por Redação — publicado 10/10/2014 09h45, última modificação 10/10/2014 17h31
Um paciente suspeito de infecção por ebola vindo da Guiné, com escala no Marrocos, chegou ao Brasil no dia 19 de setembro. Ele está sendo tratado na Fiocruz, no Rio de Janeiro
Vanderlei Faria / SECOM Cascavel Pr
Ebola no Brasil

Paciente de ter ebola no Brasil foi transferido de Cascavel (PR) para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio

Chegou ao Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira 10 o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), procedente de Cascavel (PR), com o paciente suspeito de infecção por ebola. Segundo o portal G1, o paciente se chama Souleymane Bah, de 47 anos. Ele chegou da Guiné ao Brasil, com escala no Marrocos, no dia 19 de setembro. O paciente se encontra, neste momento, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, que funciona dentro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência nacional para casos de ebola.

Ainda segundo o G1, o paciente veio para o Brasil na condição de refugiado e pode ficar no país até 22 de setembro de 2015, de acordo com o documento expedido pela Coordenação Geral de Polícia de Imigração. A Guiné é um dos três países que concentramo surto de ebola na África, juntamente com a Libéria e Serra Leoa.

O paciente relatou que nos dois últimos dias teve febre. Até o início da noite de quinta-feira 9, ele estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Está em bom estado geral e é mantido em isolamento total. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cascavel (PR) que atendeu o paciente deve ser liberada para atendimento à população às 13h desta sexta-feira 10. A informação é da prefeitura de Cascavel. De acordo com o comunicado, uma reunião entre uma equipe do Ministério da Saúde e outros órgãos, nesta manhã, decidiu pela liberação da UPA, que estava mantida em isolamento. A unidade deve passar por uma higienização total antes da reabertura.

Por estar no 21º dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais. O ebola só é transmitido por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluídos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus é transmitido quando surgem os sintomas.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou que o Rio de Janeiro está trabalhando de acordo com determinações do Ministério da Saúde para manter as unidades de saúde em alerta para a possível identificação de sintomas relacionados ao vírus ebola. Um plano de contingência já foi elaborado em parceria com as secretarias municipais de Saúde, Corpo de Bombeiros e Fiocruz. Há equipamentos de proteção individual (EPIs) estocados para os profissionais de saúde.

Em caso de suspeita de paciente com o vírus, ele será encaminhado pela unidade de emergência em que for atendido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, onde está Bah. O ebola é uma doença de notificação compulsória imediata, que deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, pelo meio mais rápido disponível, de acordo com a Portaria nº 1.271, de 6 de junho de 2014. Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente às autoridades de saúde das secretarias municipais, estaduais e à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

*Com informações da Agência Brasil