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Chávez rejeita intervenção militar e propõe comissão internacional para mediar conflito na Líbia‎

por Opera Mundi — publicado 01/03/2011 10h14, última modificação 01/03/2011 10h21
Durante cerimônia pública, Chávez acusou os EUA de estarem “loucos” pelo petróleo líbio e de “exagerar e distorcer” a realidade na Líbia.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rejeitou a proposta de intervenção internacional para pressionar o presidente da Líbia, Muamar Kadafi, a deixar o poder. Chávez disse na segunda-feira 28 que invadir a Líbia é uma “catástrofe” e propôs a formação de uma comissão de países para dialogar com as partes em conflito. Para ele, os Estados Unidos pressionam pela saída de Kadafi por causa do petróleo existente em território líbio.

Durante cerimônia pública, Chávez acusou os EUA de estarem “loucos” pelo petróleo líbio e de “exagerar e distorcer” a realidade na Líbia. “Creio que estão loucos pelo petróleo líbio, isto poderá ser a maior das catástrofes", afirmou.

"Eu optaria por buscar uma formula política. Em vez de mandar soldados e aviões, por que não enviamos uma comissão de boa vontade que vá ajudar para que não sigam matando na Líbia?", disse Chávez.

"Tomara que não se imponha a política dos canhões, dos tambores de guerra, e que alcancemos articular uma comissão que vá à Líbia para conversar com o Governo e com os lideres da oposição", insistiu.

O presidente venezuelano disse também que ao invés de uma invasão militar deve-se optar por uma solução negociada com Kadafi e os opositores. Ele informou que pretende conversar sobre essa proposta com os membros da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da América) e com países da Europa.

Nos últimos dias, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou sanções à Líbia que proíbem a venda de armas ao país, determinam o congelamento dos bens de Kadafi e aliados, além da abertura no Tribunal Penal Internacional de investigações sobre as denúncias contra o líder líbio.

*Matéria publicada originalmente no OperaMundi

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