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Venezuela

Chávez piora com 'nova e severa' infecção respiratória, diz governo

por AFP — publicado 05/03/2013 08h48, última modificação 05/03/2013 08h49
Ministro da Informação relata piora na saúde de Chávez e critica a oposição, que exige mais informações sobre o presidente

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, hospitalizado em Caracas após ser operado de um câncer, teve seu quadro respiratório "agravado" por uma "nova e severa infecção", revelou na segunda-feira 4 o ministro de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas. "No dia de hoje houve um agravamento da função respiratória relacionado com o estado de imunodepressão próprio de sua situação clínica", disse Villegas em um comunicado lido no Hospital Militar de Caracas, onde Chávez está internado.

"Atualmente apresenta uma nova e severa infecção", acrescentou o ministro duas semanas após o inesperado regresso de Chávez a Caracas, após ser operado em Havana de um câncer, cuja localização permanece em sigilo. Familiares do presidente e membros do governo enviaram mensagens de solidariedade pelas redes sociais, com as hashtags #fuerzachavez e #vivirasyvenceras no Twitter. "Todo meu Amor para vocês! Seguimos aferrados a Deus! Obrigado pelas mensagens de solidariedade! #momentodeoração Venceremos! Com Deus sempre!", escreveu no Twitter a filha do presidente María Gabriela Chávez.

Chávez é submetido à "quimioterapia de forte impacto, entre outros tratamentos complementares", destacou Villegas, confirmando o que disse o vice-presidente Nicolás Maduro na sexta-feira. "A evolução de seu quadro clínico continua sendo muito delicada", acrescentou Villegas, destacando que o "comandante presidente se mantém aferrado a Cristo e à vida, consciente das dificuldades que está enfrentando e cumprindo estritamente com o programa desenhado pela equipe médica.

"O governo bolivariano continua ao lado dos filhos e demais familiares do comandante presidente nesta batalha plena de amor e espiritualidade, e convoca todo o povo a se manter de pé nesta luta, incólume a esta guerra psicológica deflagrada por laboratórios estrangeiros com os alto-falantes da direita corrupta venezuelana, que buscam gerar cenários de violência como pretexto para uma intervenção estrangeira na Pátria de Bolívar".

O governo "repudia a atitude dos inimigos históricos de Hugo Chávez, que sempre fomentaram o ódio e agora tratam de utilizar seu estado de saúde como desculpa para desestabilizar" a Venezuela. "Pedimos que deixem o presidente tranquilo enquanto recebe seu tratamento de quimioterapia". "Nesta hora, unidade e disciplina são as bases para garantir a estabilidade política da pátria. Que viva Chávez!"

Poucas horas antes, a Guarda de Honra presidencial ativou uma nova esquadra de tanques Dragón 300, segundo imagens exibidas pelo canal oficial VTV. A oposição exigiu no domingo "a verdade" sobre a saúde de Chávez, que deve "aparecer em público ou renunciar caso não esteja capacitado para seguir governando".

Nas últimas dez semanas, os venezuelanos viram Chávez apenas em quatro fotos - junto com suas filhas mais velhas - tiradas no hospital de Havana. No sábado, o vice-presidente Nicolás Maduro revelou que Chávez orienta a equipe de governo e toma decisões econômicas e sociais a partir de um gabinete montado no Hospital Militar de Caracas.

Os problemas de saúde impediram Chávez de tomar posse em 10 de janeiro, depois da reeleição de outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos. Em janeiro, a Assembleia Nacional concedeu ao presidente uma permissão indefinida de ausência do país para tratar a doença, enquanto o Tribunal Supremo de Justiça autorizou a posse quando Chávez estiver em condições.

Chávez, 58 anos e no poder desde 1999, foi diagnosticado com câncer em meados de 2011, e desde então sofreu quatro operações em Cuba, com posteriores ciclos de quimioterapia e radioterapia.

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