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Chávez mantém planos de disputar reeleição

por Agência Brasil publicado 02/07/2011 10h46, última modificação 02/07/2011 10h46
A afirmação é do vice-presidente da Venezuela, Elias Jaua. O tratamento de câncer feito por Chávez, acrescentou ele, não o impede de exercer suas atividades políticas

Brasília - O presidente Hugo Chávez está em "plenas condições" para se manter no comando e disputar as eleições presidenciais em 2012, segundo o vice-presidente da Venezuela, Elias Jaua. O tratamento de câncer feito por Chávez, acrescentou ele, não o impede de exercer suas atividades políticas. As informações são da BBC Brasil.

"Hugo Chávez será o candidato presidencial do povo revolucionário para as eleições", disse Jaua. A oposição pressiona para que o presidente venezuelano abandone formalmente a Presidência, sob o argumento de que ele não pode governar a partir de Havana. Minutos depois da fala do vice, Chávez voltou a dar declarações, dessa vez via telefone, em um programa da TV estatal cubana.

Desde o dia 10, Chávez está em Cuba em tratamento médico. Ele foi submetido a uma cirurgia de urgência para a retirada de um abcesso pélvico. Mas apenas ontem (1º) ontem houve a confirmação oficial de que ele está com câncer. Não há detalhes sobre o tipo de câncer nem como é o tratamento. Mas o presidente continua em Havana.

Jaua reiterou que Chávez vai ficar no comando da Venezuela e que não há necessidade de que o vice assuma o governo. "O presidente exerce seu mandato estratégico e o executa por intermédio do vice-presidente, que no nosso caso não é para aplicar uma substituição temporal ou absoluta, mas sim para desenvolver tarefas específicas de coordenação."

Na reportagem, transmitida pela rede de televisão estatal de Cuba, Chávez disse que Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, foi quem o salvou em relação ao diagnóstico de câncer. "Se não fosse por Fidel, quem sabe onde e em qual labirinto eu estaria hoje."

Segundo Chávez, Fidel que lhe deu a notícia do diagnóstico de câncer e apresentou um "plano", com variáveis, riscos e consequências. "Ele disse: 'Chávez, aqui não há outra saída, tem que fazer [a operação]". Em meio à comoção pelo anúncio de Chávez, as Forças Armadas venezuelanas pediram ontem calma à população e destacaram que "defendem" e "garantem" a manutenção da ordem no país.

O general Henry Rangel Silva, chefe do Comando Estratégico Operacional, disse que esteve em Havana para conversar com o presidente venezuelano e que Chávez "está se recuperando satisfatoriamente”. “Vimos nosso comandante com uns quilos a menos, mas de pé."

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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