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Canal de TV Iraniano nega que Sakineh tenha ganhado liberdade

por Redação Carta Capital — publicado 10/12/2010 14h56, última modificação 10/12/2010 14h56
Segundo a Press TV a iraniana saiu da prisão apenas para a reconstituição do assassinato do marido

Segundo a Press TV a iraniana saiu da prisão apenas para a reconstituição do assassinato do marido

O canal estatal do Irã Press TV negou nesta sexta-feira 10 que a iraniana Sakineh, acusada de adultério e condenada à morte, tenha sido libertada como foi informado ontem pelo Comitê Internacional contra Execuções. Segundo as informações divulgadas pelo site do canal a iraniana teria ido para casa para fazer a reconstituição do crime de assassinato de seu marido, ao qual também é acusada.

"Ao contrário da grande campanha de publicidade da imprensa ocidental, que a assassina confessa Sakineh Mohammadi Ashtiani foi libertada, uma equipe de produção da Press TV baseada no Irã conseguiu autorização com as autoridades judiciárias iranianas para acompanhar Ashtiani até a sua casa, para produzir uma reconstituição visual do crime no local do assassinato", afirmou a emissora em sua página na internet.

De acordo com o texto no site da Press TV o Irã vê motivações políticas e que “o regime de publicidade é parte de uma campanha do Ocidente para enfraquecer o estabelecimento República Islâmica.”

A iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani foi condenada à morte por enforcamento em setembro por cumplicidade no assassinato do marido. Essa sentença cancelou a execução de Sakineh por apedrejamento pelo crime de adultério.

O caso se tornou público depois que o advogado da iraniana Mohamad Mostafaei publicou informações do caso na internet, mobilizando a comunidade internacional. Isso fez com que a pena fosse reavaliada.

No fim do mês de julho, o presidente Lula ofereceu asilo à Sakineh, mas a oferta foi negada pelo presidente iraniano Mahmoud Ahmadnejad.

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