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Internacional

Crise na África

Cameron e Sarkosy anunciam viagem à Líbia

por Redação Carta Capital — publicado 27/05/2011 17h00, última modificação 27/05/2011 17h14
Após reunião do G8, que definiu ajuda a países árabes, primeiro-ministro britânico e presidente da França anunciaram viagem a Bengazi, reduto dos rebeldes

O primeiro-ministro britânico David Cameron e o presidente francês Nicolas Sarkozy afirmaram que pretendem visitar a Líbia. O anúncio ocorreu após a reunião do G8, grupo dos países mais industrializados do mundo, na sexta-feira 27, em Deauville, na França. Sem dar mais detalhes da viagem, a cidade escolhida é Bengazi, o forte da resistência rebelde às forças do general Muamar Kadafi.

O encontro também gerou uma minuta, na qual Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia deram um ultimato ao general líbio. “Kadafi e seu governo falharam em cumprir sua responsabilidade de proteger a população e perderam a legitimidade”. No comunicado, o G8 diz acolher “o trabalho da corte criminal internacional na investigação de crimes na Líbia, em destaque à solicitação do promotor-chefe, em 16 de maio, para três pedidos de prisão”, uma referência aos mandados contra Kadafi, seu filho mais velho, Seif al Islam, e o chefe dos serviços de inteligência do regime, Abdallah Al Senusi.

Na reunião ainda ficou decidido que os países G8 e credores internacionais, como o Banco Mundial, o Banco Europeu de Investimentos, o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento e o Banco Islâmico, ajudariam os países árabes comprometidos com democracias livres com US$ 40 bilhões em financiamento. O valor é a meta global, mas US$ 20 bilhões serão destinados à Tunísia e Egito, entre 2011 e 2013.

Esconderijo

Segundo o MI6, serviço de informação britânico, Kadafi estaria se escondendo em hospitais na capital Trípoli e mudando de lugar durante a noite. O comportamento seria uma tentativa de fugir de mísseis lançados pela Otan, em operação na Líbia desde março, que no mês passado mataram um de seus filhos.

Kadafi não é visto em público desde 11 de maio e seus comandados teriam suspendido o uso de telefones para evitar possíveis grampos. A incapacidade de se comunicar estaria comprometendo a luta contra os rebeldes, havendo indícios de deserções no exército.

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