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Grã-Bretanha

Cameron defende prisão de manifestantes

por Redação Carta Capital — publicado 17/08/2011 12h33, última modificação 17/08/2011 12h40
Na terça-feira 16, dois homens foram condenados a quatro anos de detenção por usar o Facebook para incitar a participação nas ruas

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, defendeu nesta quarta-feira 17 as sentenças dadas a acusados pela onda de violência e saques na Inglaterra durante a semana passada.

Ativistas da Grã-Bretanha condenaram o rigor imposto às sentenças dadas aos envolvidos nos distúrbios da semana passada. Ao menos 1,3 mil suspeitos de participação nos distúrbios serão julgados.
Na terça-feira 16, dois homens foram condenados a quatro anos de prisão por usar o Facebook para incitar a participação nos distúrbios. Um dos sentenciados Jordan Blackshaw, de 21 anos, disse que vai recorrer.

Cameron disse, entretanto, que os tribunais estão enviando "uma mensagem dura"."Cabe às cortes domar decisões sobre as sentenças, mas eles decidiram enviar uma mensagem dura e é muito bom que as cortes se sintam capazes de fazê-lo", disse o primeiro-ministro, conforme reportagem da BBC Brasil.

O grupo de defesa dos direitos humanos Liga Howard de Reforma Penal disse que algumas das condenações são desproporcionais aos crimes cometidos. Policiais, juízes e ministros do governo britânico disseram que o rigor imposto nas sentenças transmite a mensagem de que a desordem pública não será tolerada.

A atuação do primeiro-ministro e de seus colegas do Partido Conservador frente à onda de protestos violentos que começou no último dia 6 foi reprovada por 57% da população local, segundo pesquisa divulgada instituto YouGov. Apenas 28% dos entrevistados aprovaram sua atuação, contra 57% de reprovação. Outras 15% das 2534 pessoas ouvidas pela pesquisa não opinaram.

Com agências

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