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Strauss-Kahn

Camareira rompe silêncio

por Redação Carta Capital — publicado 25/07/2011 14h29, última modificação 25/07/2011 16h46
Nafissatou Diallo, que acusa o ex-diretor-gerente do FMI de estupro, procura a mídia pela primeira vez para contar a sua versão

A camareira Nafissatou Diallo, de 32 anos, que acusa o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, de estupro falou pela primeira vez sobre o suposto ataque em 14 de maio, em um hotel de Nova York.

Em entrevista à revista americana Newsweek, ela afirmou que foi informada de que a suíte de Strauss-Kahn estava vazia, mesmo assim ela avisou que estava entrando para limpar o quarto. Então, Strauss-Kahn teria aparecido nu e a agarrado.

Segundo Diallo, ela o empurrou, levantou-se e, para assustá-lo, disse que seu supervisor estava próximo do local. Porém, o ex-diretor do FMI teria dito que “não havia ninguém para ouví-la”, avançou sobre ela e a obrigou a fazer sexo com ele, enquanto ela implorava para que parasse.

Strauss-Kahn, que até o momento da acusação era um forte candidato à presidência da França, nega a agressão sexual e diz que o caso é um circo para inflamar a opinião pública.

Declarações

Diallo conta sua versão do ocorrido após a acusação do caso começar a desmoronar, uma vez que os promotores de Manhattan levantaram dúvidas sobre a sua credibilidade. Em julho, afirmaram que a imigrante da Guiné mentiu sobre detalhes de sua vida e foi incoerente ao dizer o que fez após o suposto estupro.

Ela nega que tenha sido incoerente em seu depoimento e declarou que quer que Strauss-Kahn seja responsabilizado. "Por causa dele me chamam de prostituta”, disse, referindo-se a uma reportagem do jornal The New York Post, na qual é apontada como uma profissional do sexo.

A camareira também declarou não estar interessada em ganhar dinheiro com o caso em um possível processo. Porém, os advogados de Strauss-Kahn, Benjamin Brafman e William Taylor, alegam que Diallo conduz uma campanha midiática para pressionar os procuradores a manter as acusações contra o seu cliente, quando essas deveriam ser fechadas. Segundo eles, sem as acusações criminais um processo pedindo indenização perderia substancialmente a força.

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