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Senado evita calote inédito

por Agência Brasil publicado 02/08/2011 09h23, última modificação 06/06/2015 18h16
Obama vai tornar lei aumento da dívida do país, que deve estar livre da moratória ao menos pelos próximos meses

O Senado americano aprovou nesta terça-feira 2 o projeto que prevê o aumento da dívida norte-americana e um corte de gastos da ordem de 2,5 trilhões de dólares pelos próximos dez anos. A resolução já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados nesta segunda 1º. O presidente Barack Obama deve ratificar o projeto como lei a qualquer momento.

Com a decisão, os Estados Unidos não devem dar um calote em seus credores pelos próximos meses. A suspensão do pagamento das dívidas pode provocar graves consequências nas bolsas de valores globais, no bolso do contribuinte americano e também no sistema financeiro internacional.

A Casa Branca tem um teto legal para a tomada de empréstimos para o pagamento das contas públicas, como o salário dos militares, os juros de dívidas prévias e o sistema de saúde Medicare. O limite atual é de US$ 14,3 trilhões (R$ 22,3 trilhões).

Em linhas gerais, os republicanos se opõem ao aumento de impostos e pedem um corte dramático nos gastos do governo. Os democratas, por sua vez, defendem taxação de fortunas e a blindagem de programas sociais voltados a idosos e mais pobres dos cortes propostos. O projeto aprovado pelo Congresso do país é uma negociação que parte destas duas pontas.

O acordo fechado pelas lideranças dos dois partidos no fim de semana, no entanto, não agradou a praticamente ninguém. Antes da votação, a democrata Nancy Pelosi disse que “respeitava completamente a hesitação” daqueles que não queriam votar a favor do pacote.

Para o secretário do Tesouro dos EUA, Thimoty Geitner, a não aprovação do pacote daria origem a um cenário "catastrófico". Obama alertou que o país pode voltar à recessão.

Em seu discurso no domingo, o presidente disse que o acordo "não é o que eu preferia", alegando que queria fazer cortes por intermédio de uma comissão bipartidária, mas agradeceu os congressistas por terem chegado a um meio termo.

O presidente da Câmara, o republicano John Boehner, que ao longo dos últimos meses de negociação travou duros embates com Obama, disse que "este não é o melhor acordo do mundo, mas mostra o quanto mudamos os termos do debate" em Washington.

*com informações da Agência Brasil

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