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Calderón é denunciado no Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra

por Agência Brasil publicado 19/12/2012 13h12, última modificação 19/12/2012 13h15
Adversário político acusa o ex-presidente de comandar guerra ao tráfico, que matou ao menos 60 mil pessoas, sem intenção de proteger os civis
Felipe Calderón

Felipe Calderón, em visita oficial ao Brasil. Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Por Renata Giraldi*

Brasília – O ex-presidente do México Felipe Calderón (2006-2012) foi denunciado nesta quarta-feira 19 no Tribunal Penal Internacional, em Haia, por crimes de guerra e pela imposição de um Estado de exceção. A denúncia foi apresentada por Humberto Moreira, ex-governador de Coahuila, ligado ao Partido Revolucionário Institucional (PRI). Moreira refere-se às ações do governo de combate aos cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas no México.

De acordo com Moreira, Calderón impôs um estado de exceção no México que não visava a proteger os civis e que acabava colocando em risco a vida da população.

"Meu filho morreu por causa da guerra louca e irresponsável do [ex-] presidente Calderón. Como meu filho, milhares de pessoas morreram", disse Moreira referindo-se ao assassinato do seu filho José Eduardo, em outubro. Segundo investigações, ele teria sido morto por integrantes do cartel Los Zetas.

 

O Partido de Ação Nacional (PAN), ao qual pertence Calderón, descreveu as acusações como "inaceitáveis, falsas e infundadas".

Em 2006, Calderón pôs em prática uma política de segurança, que incluiu o lançamento de uma operação militar contra os cartéis de drogas. Pelo menos 60 mil pessoas morreram no México após a implementação da política de segurança, de acordo com dados de organizações de direitos humanos.

Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur.

*Publicado originalmente em Agência Brasil.