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Brasil deve receber refugiados

por Agência Brasil publicado 03/08/2011 18h47, última modificação 04/08/2011 10h17
Segundo a ONU, um plano para acolher essas pessoas está sendo negociado com os governos de países como o Brasil

Por Carolina Pimentel*

O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, disse nesta quinta-feira 3 que o Brasil poderá ser um dos destinos de refugiados de conflitos nos países árabes. Segundo ele, um plano para acolher essas pessoas está sendo negociado com os governos de diversos países, inclusive o brasileiro. “Estamos desenvolvendo um plano global de reassentamento, com vários países, inclusive o Brasil”, disse Guterres, que encerrou hoje sua segunda visita oficial ao país.

O alto comissário afirmou que é urgente o reassentamento dos líbios que estão nas fronteiras com a Tunísia e o Egito. Desde o início dos conflitos entre a oposição e o governo de Muammar Khadafi, mais de 1 milhão de pessoas deixaram a Líbia.

De acordo com Guterres, no primeiro semestre de 2011, foi identificada, pelo menos, uma crise por mês, que obrigou parte da população a sair de seu país de origem. Um movimento atípico, segundo ele, que tem exigido esforço redobrado das Nações Unidas.

Nesse período, mais de 280 funcionários internacionais do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estão trabalhando em regime de emergência. As principais crises são na Costa do Marfim, Somália, Líbia, Síria, no Sudão e Iêmen.

“Não vemos uma crise global iminente. Agora, neste momento, há uma tendência de, cada vez mais, as pessoas serem obrigadas a sair de seus ambientes naturais [países de origem]”, disse Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal.

Até o final de 2010, 43,7 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar em todo o mundo, o maior número dos últimos 15 anos, conforme dados do Acnur. Do total, 15,4 milhões dessas pessoas são consideradas refugiadas e cerca de 30% delas são do Afeganistão.

O Brasil abriga 4.432 refugiados de 77 nacionalidades, sendo 64% vindos da África, segundo o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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