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Internacional

Dilma no G20

Brasil está disposto a contribuir com o FMI

por Redação Carta Capital — publicado 03/11/2011 16h38, última modificação 03/11/2011 16h38
Presidenta manifestou preocupação de que a crise comece a 'respingar' nos países em desenvolvimento
Presidenta Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama se encontram na primeira sessão de trabalho do G20. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama se encontram na primeira sessão de trabalho do G20. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira 3aos líderes do G20, na França, que, na busca de uma solução para crise financeira, o Brasil está disposto a contribuir com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ela manifestou apoio à tese da Organização Internacional do Trabalho de um piso único de renda como medida de proteção mundial. “Tem efeito inequívoco contra a crise. O Brasil não irá se opor a uma taxa financeira mundial, se isso for um consenso entre os países a favor da ampliação dos investimentos sociais.”

A presidenta destacou que é preciso que os países desenvolvidos ajam com liderança, visão clara e rapidez. Ela pediu aos demais líderes do Grupo detalhes do pacote europeu anticrise, e manifestou preocupação com a possibilidade de a crise “respingar” nos países em desenvolvimento. Disse, ainda, que é importante se pensar em medidas emergenciais que garantam o crescimento econômico.

Após o almoço que marcou o início dos trabalhos, os líderes do G20 tiveram uma reunião em que a presidenta Dilma ressaltou a experiência brasileira de enfrentamento da crise com inclusão social e geração de emprego.

“A inclusão de 40 milhões de pessoas na classe média foi não somente uma imposição moral como também uma questão de enfrentamento econômico.”

Para a presidenta, a atual crise também exige medidas para combater a guerra cambial e garantir os compromissos assumidos entre os países na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio.

“É conhecido por todos o empenho do Brasil na retomada da Rodada de Doha. Mas é preciso dizer também que a atual crise econômica também provocou problemas cambiais e a ampliação de liquidez que afeta muitos países, como o Brasil. A Conferência da OMC em dezembro deve ser oportunidade para retomar nosso compromisso de Doha, assim como discutir a questão cambial e as questões de segurança alimentar, incluindo subsídios agrícolas.”

Grécia

A cúpula do G20 em Cannes, que deveria aprofundar a discussão sobre a ajuda dos emergentes à Europa, acabou sendo colocada em um cenário de incertezas devido ao anúncio surpresa da Grécia de convocar um referendo sobre o pacote de socorro europeu.

A expectativa, segundo os negociadores, é que na sexta-feira 4 seja divulgado um comunicado conjunto sobre governança global e prioridades que serão assumida pelo México, que comandará o G20 em  2012.