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Orçamento

Brasil e outros países emergentes aumentarão contribuição à ONU

por AFP — publicado 26/12/2012 08h42, última modificação 26/12/2012 08h42
Medida permitirá que nações europeias em crise, além do Japão, reduzam suas próprias doações
ONU

O presidente colombiano Juan Manuel Santos discursa na Assembleia Geral da ONU em 26 de setembro. Foto: ©AFP / stan honda

NOVA YORK (AFP) - Brasil, China, Índia e outros países emergentes aceitaram aumentar suas contribuições às Nações Unidas. O novo acordo orçamentário visa evitar que o organismo mundial caia em seu próprio abismo fiscal.

Esta medida permitirá que nações europeias, como Grã-Bretanha, Alemanha e França, além de Japão reduzam suas próprias contribuições.

O orçamento revisado da ONU para o período 2012-2013 é de 5,4 bilhões de dólares.

Embora as quantidades não sejam muito significativas em comparação com os padrões globais, diplomatas estimam que a nova divisão é representativa das mudanças que estão ocorrendo na economia mundial.

O Brasil aceitou aumentar em 82% sua contribuição, fazendo com que sua parcela no orçamento global do organismo salte de 1,6% a 2,9%.

                                       

 

A China fornecerá 61% adicionais, elevando sua parte no orçamento de 3,2% a 5,1%, superando o Canadá e a Itália para se converter no sexto maior contribuinte da ONU.

Os pagamentos da Índia, por sua vez, crescerão 24%, de 0,5% para 0,66% do orçamento global, enquanto os da Rússia subirão 52%.

A ONU manteve até agora peculiaridades, como o fato de que a Grécia, que vive uma profunda depressão que a colocou à beira do default, fornece mais dinheiro ao orçamento do organismo que a Índia, que busca conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança.

Os Estados Unidos permanecem como o maior contribuinte ao financiamento da ONU, embora sua ajuda tenha sido estabelecida em 22% do orçamento total quando seu PIB representa 24% do PIB mundial.

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