Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Brasil e México chegam a pré-acordo sobre importações de automóveis

Internacional

Balança Comercial

Brasil e México chegam a pré-acordo sobre importações de automóveis

por AFP — publicado 15/03/2012 10h39, última modificação 06/06/2015 18h58
Pré-acordo procura estipular uma cota anual, de carácter temporário, de exportações mexicanas na tentativa de salvar o acordo automotivo firmado em 2002
Brasil e Mexico

Os ministros brasileiros Antonio Patriota, Fernando Pimentel e mexicanos Bruno Ferrari e Patricia Espinosa em Brasília. Foto: ©AFP / Evaristo Sa

MÉXICO (AFP) - O México alcançou um 'pré-acordo' com o Brasil sobre as divergências a respeito do instrumento comercial para a importação de carros, que o governo brasileiro deseja revisar, anunciou o ministro mexicano da Economia, Bruno Ferrari.

"Foi uma boa reunião, uma boa negociação. Eu poderia dizer que, a princípio, estaríamos falando de um pré-acordo: eles ainda estão fazendo diferentes consultas com seu país e estou esperando a posição final do governo", declarou o ministro.

Ferrari se reuniu na Cidade do México com o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, ao lado dos chanceleres dos dois países, Patricia Espinosa e Antonio Patriota, para destravar as negociações sobre a revisão do acordo automotivo ACE-55, assinado em 2002.

O Brasil deseja que o México limite as exportações de veículos a uma cota anual de 1,4 bilhão de dólares durante três anos, para corrigir um déficit na balança comercial entre os dois países de 1,7 bilhão de dólares a favor do México.

"O que estamos buscando é que isto seja um acordo temporário porque não queremos acabar com o ACE-55, que é uma coisa importante", declarou Ferrari, que considerou a discussão "positiva" por ter permitido aproximar as posições de Brasil e México.

Para o México, a solução deve acontecer dentro do mesmo acordo, mas na forma de um protocolo.

O Brasil enfrenta um aumento considerável das importações em consequência da valorização do real, o que diminuiu a competitividade de sua indústria. O governo aumentou as taxas de importação, mas com o acordo de 2002 a medida não pode ser aplicada aos carros fabricados no México.

As exportações de automóveis do México para o Brasil aumentaram quase 40% em 2011. O comércio entre os dois países aumentou para cerca de 8,5 bilhões de dólares e 40% dele corresponde ao setor automotor.

O presidente da Associação Mexicana da Indústria Automotiva (AMIA), Eduardo Solís disse aos jornalistas que qualquer acordo para limitar as exportações ao Brasil "teria que ser transitório".

O México é o maior exportador de veículos da América Latina, com uma produção total de 2,5 milhões em 2011 dos quais 2,1 milhões foram vendidos ao exterior, quase 70% deles aos Estados Unidos.

Leia mais em AFP Movel.

registrado em: ,