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Ajuda humanitária

Brasil doa feijão para a Somália, onde 750 mil podem morrer de fome até o fim do ano

por Agência Brasil publicado 05/09/2011 11h41, última modificação 06/09/2011 11h44
Está definido que, em uma segunda etapa, serão remetidas também sacas de milho. O feijão será transportado em 204 contêineres até a Somália

Renata Giraldi*

Brasília - O governo do Brasil vai doar 4,5 mil toneladas de alimentos para a Somália, onde cerca de 750 mil pessoas podem morrer de fome até o final deste ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Os alimentos devem deixar ainda hoje (6) o porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, rumo à África, viagem que deve demorar um mês. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Inicialmente será doado feijão, oriundo do estoque do governo. Mas já está definido que, em uma segunda etapa, serão remetidas à Somália sacas de milho. O feijão será transportado em 204 contêineres até a Somália. A organização para o envio da doação é da Superintendência Regional da Conab.

Para a ONU, o controle da situação da Somália e de outros países da região denominada Chifre da África, que incluem o Quênia e Etiópia, depende da comunidade internacional. O objetivo é reunir aproximadamente US$ 2,4 milhões na tentativa de conter a crise alimentar na área.

A Somália é o país mais afetado pela fome e pela seca na região. De acordo com especialistas, a crise atinge cerca de 13 milhões de somalis. As principais vítimas são crianças com menos de 5 anos.

Mas a crise na Somália foi causada, segundo especialistas, por uma combinação de fatores: o longo período de seca, afetando a produção agrícola – principalmente milho e sorgo – , os conflitos armados internos e a redução de salários.

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

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