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Bolívia diz que senador que pediu asilo ao Brasil é acusado de corrupção

por Agência Brasil publicado 30/05/2012 10h36, última modificação 06/06/2015 18h13
Molina diz ser perseguido em seu país por causa de sua luta em favor da preservação dos direitos humanos

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – No momento em que o governo do Brasil analisa o pedido de asilo feito pelo senador boliviano Roger Pinto Molina (de oposição) - abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz desde segunda-feira 28 - o governo da Bolívia o acusa de corrupção. Em carta pública, Molina diz que sua defesa em favor da preservação dos direitos humanos fez com que passasse a ser perseguido pelas autoridades bolivianas.

"Após vários anos de luta intransigente em defesa dos direitos humanos, toda a força do sistema democrático e respeito pela dissidência e por pensar de maneira diferente, agora estou nas circunstâncias difíceis e dolorosas que me levam a buscar refúgio na Embaixada do Brasil porque não tenho outra alternativa para reagir ao assédio impiedoso e à perseguição a que fui submetido ", disse o senador, anunciando sua decisão de pedir apoio ao Brasil.

O deputado Adrian Oliva, correligionário de Molina, disse que o senador enviou duas cartas às autoridades brasileiras - uma à presidenta Dilma Rousseff e outra ao embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, confirmou o pedido de Molina.

Segundo a agência pública de notícias do governo da Bolívia, Molina é acusado de corrupção em 2000, quando era governador da província (estado) de Pando, no Extremo Norte do país. De acordo com a agência, o parlamentar é mencionado em 20 processos criminais – nas regiões de La Paz, Santa Cruz, Sucre e Cobija.

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