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Escândalo sexual

Berlusconi tenta mover julgamento para o Parlamento

por Redação Carta Capital — publicado 31/05/2011 17h16, última modificação 31/05/2011 17h16
O primeiro-ministro italiano alega que impediu a prisão de marroquina para evitar um atrito diplomático, pois acreditava que ela fosse sobrinha do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak; Promotoria contesta afirmação

A segunda audiência do julgamento do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acusado de incitação à prostituição de menores e abuso de poder, começou nesta terça-feira 31, em Milão, com uma nova abordagem da defesa. O advogado do premiê, Niccolo Ghedini, pediu que o caso seja removido da Corte Criminal e passe para o Parlamento, onde seria apreciado pelo Tribunal de  Ministros.

Para Ghedini, a Câmara dos Deputados determinou o caráter "ministerial" da acusação de abuso de poder quando rejeitou a solicitação da Promotoria de investigar as dependências de Giuseppe Spinelli, homem de confiança de Berlusconi, em busca de provas comprometedoras. O advogado ainda alegou "falta de competência" da Promotoria, que "deveria ter enviado o fascículo ao Tribunal de Ministros".

Berlusconi, que sofreu importantes derrotas nas eleições para prefeito em Milão e Nápoles, na semana passada, argumenta que estava convencido de que Karima el-Mahroug, uma jovem dançarina marroquina conhecida com Ruby, era de fato sobrinha do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak. Desta forma, ao interceder para que ela fosse liberada das acusações de roubo em maio de 2010, estava agindo dentro de suas obrigações oficiais para evitar atrito diplomático. De acordo com a defesa, há diversas testemunhas que podem confirmar a convicção do premiê, inclusive ministros.

Os promotores rejeitaram o argumento, alegando que Berlusconi estava usando sua influência para esconder o relacionamento com a marroquina, que na época dos supostos encontros íntimos com o primeiro-ministro, em troca de presentes e dinheiro, tinha 17 anos.

Berlusconi não compareceu ao tribunal, porque está na Romênia em uma viagem oficial de dois dias. Mas seus advogados apresentaram 16 objeções formais, como a decisão de excluir uma audiência preliminar.

*Com informações de Efe

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