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Internacional

Julgamento

Berlusconi falta a audiências no Tribunal de Milão

por Redação Carta Capital — publicado 18/07/2011 11h41, última modificação 06/06/2015 18h16
O premiê italiano, que teve negado o pedido de transferência do julgamento para o Tribunal dos Ministros, justificou a ausência devido a uma reunião com Giorgio Napolitano

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, não compareceu, na segunda-feira 18, às audiências dos casos Mills, no qual é acusado de corrupção, e Rubygate, por prostituição de menores e abuso de poder. O premiê justificou a ausência devido a uma reunião com o presidente da República, Giorgio Napolitano, sobre o pacote de austeridade aprovado pelo governo.

Há cerca de um mês, em um referendo, os italianos decidiram por ampla maioria pela extinção da lei do legítimo impedimento, que permite ao primeiro-ministro não comparecer aos juízos alegando obrigações de Estado. Com isso, a presença de Berlusconi nos tribunais italianos será obrigatória nos quatro casos aos quais responde na Justiça, que ainda incluem fraude fiscal e apropriação indevida.

Em uma das audiências, os juízes rejeitaram o pedido da defesa para que o premiê fosse julgado pelo Tribunal dos Ministros no caso Ruby, alegando que o processo transcorreria no local onde a acusação de abuso de poder, a mais grave, ocorreu.

Em maio de 2010, Berlusconi ligou para a polícia de Milão exigindo que a marroquina Karima el Mahroug, conhecida como Ruby, fosse liberada da acusação de roubo. Os ministros não aceitaram a tese da defesa de que o premiê estava convencido do parentesco da jovem com o ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, e afirmaram que ele agiu para proteger seu envolvimento com a mulher, à época menor de idade.

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