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Berlusconi e Grillo: derrotados em Roma?

por Wálter Maierovitch publicado 28/05/2013 18h06, última modificação 28/05/2013 18h10
Foram para o segundo turno os candidatos Ignazio Marino e Gianni Alemanno, atual prefeito
AFP
Berlusconi e Berlusconi

O ex-premier Silvio Berlusconi e o prefeito de Roma, Berlusconi, no último comício antes da eleição

Por enquanto, só o humorista Beppe Grillo, líder do Movimento 5 Estrelas, saiu derrotado.

E não foi só na eleição administrativa para prefeito de Roma que Grillo perdeu.

As eleições ocorreram em 563 cidades e o Partido Democrático (PD) venceu as prefeituras das 16 principais cidades italianas.

Em Roma, foram para o segundo turno, com eleições marcadas para 9 e 10 de junho, os candidatos Ignazio Marino (centro-esquerda-PD) e Gianni Alemanno, atual prefeito e candidato com total apoio de Berlusconi (centro-direita-PDL-Popolo della Liberta).

Doze pontos porcentuais separaram  o candidato Marino do rival Alemanno, que militou na juventude fascista e integrou o extinto partido Aliança Nacional, com membros filo-fascistas.

Não dá para apostar na vitória de Marino no segundo turno porque a abstenção foi altíssima: um eleitor em cada dois não compareceu para votar no primeiro turno.

Dada a alta abstenção, o Partido Democrático não pode cantar vitória. E Berlusconi, que afirmou ter saído das últimas eleições nacionais fortalecidos, imaginava que faturaria nas eleições administrativas.

Talvez os dois processos criminais em curso (---1) evasão fiscal no caso Mediaset com condenação confirmada em sede de apelação, 2) caso Ruby: prostituição de menor e concussão) tenham pesado. Fora o “estelionato” que Berlusco quis aplicar nos eleitores ao propalar que vai derrubar o tributo (IMU) sobre a primeira propriedade imóvel, quando o autor da proposta legislativa de criação desse tributo foi do próprio Berlusconi, excetuada a residência da família.

Berlusconi que sonha com a dissolução do Parlamento e novas eleições nacionais, via nas eleições administrativas a grande chance de mostrar prestígio. Na verdade, se deu muito mal.

Pano rápido. A esquerda, até a eleição surpreendente de Alemanno, sempre havia emplacado a prefeitura de Roma. Agora, poderá voltar à chefia do poder municipal com Marino.