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Cerco financeiro

Bens de Kaddafi, Mubarak e Ben Ali são bloqueados por autoridades suíças

por Redação Carta Capital — publicado 03/05/2011 16h30, última modificação 03/05/2011 17h41
Ao todo, o patrimônio dos três líderes somam 646 milhões de euros. A maior parte pertence ao ex-presidente do Egito

Depois de localizar as contas de Khadafi, Mubarak e Ben Ali, o Departamento Federal dos Negócios Estrangeiros da Suíça anunciou o congelamento dos 646 milhões de euros disponíveis nos fundos. A maior parte do dinheiro (320 milhões) pertence a Hosni Mubarak, ex-presidente do Egito. De Kaddafi (Líbia), foram congelados 320 milhões, enquanto de Ben Ali, líder da Tunísia deposto, o bloqueio é de 60 milhões.

A Suíça havia solicitado levantamento entre suas instituições bancárias do patrimônio dos três líderes. “Essas quantias estão congeladas na Suíça por causa de ordens de bloqueio do governo suíço, potencialmente relacionadas a bens ilegais” disse o porta-voz Lars Knuchel à agência Reuters. Tunísia e Egito buscam na Justiça a devolução das quantias bloqueadas. 

O caso da Líbia é mais complexo. Kaddafi resiste à rebelião apoiada pela Otan. O Grupo de Contato sobre a Líbia, integrado pelos países que apóiam a deposição de Kaddafi, havia discutido há algumas semanas a criação de um fundo para os rebeldes na nação africana, em que seriam alocados recursos de contas bloqueadas do ditador.

A relação entre Líbia e Suíça é instável desde 2008, quando a polícia de Genebra prendeu um dos filhos de Kaddafi, Hannibal, acusado de cometer abusos contra duas trabalhadoras domésticas. Apesar do arquivamento das acusações, a Líbia retirou mais de 5 bilhões de dólares dos bancos suíços, suspendeu exportações de Petróleo ao país europeu e proibiu a saída de dois executivos suíços da Líbia.

À Reuters, Knuchel disse que as reservas são bastante estáveis. O porta-voz não forneceu informações mais precisas. "Nunca especificamos as instituições. Não é só dinheiro, há patrimônio imobiliário", explicou.

Outras ações do gênero foram empreendidas pela Suíça, em uma tentativa de livrar-se da imagem de paraíso da lavagem de dinheiro. Em janeiro, o país congelou os bens do presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, que seria deposto meses depois. Os ex-governantes Ferdinand Marcos, das Filipinas, e Sani Abacha, da Nigéria, também já sofreram sanções similares. O patrimônio de Abacha (800 milhões de dólares) foi restituído a Nigéria, em uma operação de 5 anos.

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