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Internacional

Crise econômica

BC europeu promete intervir na crise de dívida

por Redação Carta Capital — publicado 07/08/2011 22h04, última modificação 06/06/2015 18h16
Em comunicado, banco diz que vai adquirir dívidas da Espanha e Itália para evitar a crise nesses países para que ambos possam reduzir seus déficits públicos

Ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G7, grupo que reúne os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão, a França, o Canadá, a Itália e a Grã-Bretanha, se reuniram por teleconferência neste domingo 8 para tentar delinear uma estratégia comum face à crescente tensão dos mercados, diante da perspectiva de uma nova queda generalizada das principais bolsas mundiais nesta segunda-feira 8.

O G20 também passou o dia em reuniões sobre a crise da dívida americana. Ao fim do domingo, o BC Europeu emitiu um comunicado afirmando que considera "fundamental que os governos estejam preparados para ativar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira no mercado secundário, com base numa análise do BC que reconhece a existência de circunstâncias e riscos excepcionais para a estabilidade financeira nos mercados, uma vez que o Fundo esteja operacional”.

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O comunicado também afirma que o BC Europeu irá implementar o programa seu programa para o mercado de valores imobiliários e que ele foi "criado para ajudar a restaurar uma melhor transmissão das nossas decisões de política monetária e assim assegurar a estabilidade de preços na zona euro”.

O Banco diz ainda que vai adquirir dívidas da Espanha e Itália para evitar a crise nesses países e que ambos possam reduzir seus déficits públicos.

Reação das bolsas

O primeiro exemplo da temperatura dos mercados foi dado pela bolsa de Tel Aviv, uma das raras a funcionar no domingo, que abriu em queda de 6%. As bolsas do Golfo Pérsico também registraram quedas importantes.

O nervosismo aumentou na última sexta-feira, depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s decidiu, pela primeira vez na história, rebaixar a nota de crédito da dívida norte-americana, passando de AAA para AA+.

A agência justificou a decisão, criticada pelo Tesouro norte-americano, citando “os riscos políticos” ligados à dívida dos Estados Unidos que, hoje, ultrapassa US$ 14,5 trilhões.

Após o anúncio da Standard & Poor’s, o Japão, que é o maior credor dos Estados Unidos depois da China, disse que não vai mudar sua política de compra de títulos da dívida norte-americana.

Com informações da Agência Brasil