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Questão nuclear

Barack Obama diz querer paz com a Coreia do Norte, mas rejeita 'provocações'

por AFP — publicado 26/03/2012 10h26, última modificação 06/06/2015 18h58
O presidente americano afirmou não têm "intenções hostis" com os comunistas asiáticos e exige o fim das ambições nucleares do país
Obama

Obama discursa durante a sua visita à Universidade Hankuk de Estudos em Política Externa, em Seul. Foto: ©AFP / Saul Loeb

SEUL (AFP) - O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira 26 aos dirigentes norte-coreanos que os Estados Unidos não têm "intenções hostis" em relação a Pyongyang, rejeitando "as provocações" e exigindo o fim das ambições nucleares do regime comunista.

"Vou me dirigir diretamente aos dirigentes de Pyongyang. Os Estados Unidos não têm intenções hostis em relação ao seu país. Queremos a paz", declarou Obama durante um discurso feito a estudantes em Seul, na cúpula sobre a segurança nuclear e terrorismo.

"Hoje, nós dizemos: Pyongyang, tenha a coragem de buscar a paz e de dar uma vida melhor aos norte-coreanos", disse.

Obama também alertou que "não haverá recompensas para as provocações", no momento em que a Coreia do Norte se prepara para lançar um foguete para por em órbita um satélite de observação que a comunidade internacional suspeita que, na verdade, seja um teste de míssil.

"Essa época se foi", insistiu Barack Obama antes da abertura de uma cúpula internacional sobre segurança nuclear na capital sul-coreana.

O presidente chinês, Hu Jintao, também expressou a Obama sua preocupação diante do projeto norte-coreano.

"Os dois líderes concordaram em coordenar estreitamente sua resposta a esta provocação potencial e ressaltar nossa grande preocupação aos norte-coreanos, e, se for necessário, coordenar os passos a serem dados depois de um potencial lançamento de satélite", indicou Ben Rhodes, vice-conselheiro para a segurança nacional, aos jornalistas.

Questão nuclear
Durante a cúpula, o presidente americano também alertou a Teerã que não lhe resta mais tempo para manifestar sua boa vontade e resolver pela via diplomática com os ocidentais as divergências relativas ao seu programa nuclear.

"Ainda há tempo para resolver isto pela diplomacia. Prefiro sempre resolver estas questões de forma diplomática", mas "o tempo urge. O Irã deve agir com a seriedade e com o senso de urgência necessários neste momento", declarou Obama.

Durante o evento, uma autoridade americana indicou que Barack Obama deve apresentar uma nova proposta de redução de armas nucleares ao presidente eleito russo Vladimir Putin em ocasião do primeiro encontro entre ambos na condição de chefes de Estado, em maio.

Obama tentará também dar continuidade ao Tratado sobre a Redução de Armas Estratégicas (Start) assinado com o atual presidente russo, Dmitri Medvedev, que encerra seu mandato e deve realizar sua última reunião com o colega americano nesta segunda-feira 26 em Seul.

Obama receberá Putin durante a cúpula do G8 em maio, em Camp David, Maryland.

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