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Ban Ki-moon alerta sobre risco de "catastrófica guerra civil" na Síria

por AFP — publicado 31/05/2012 10h24, última modificação 06/06/2015 18h13
Vários países ordenaram a saída dos representantes diplomáticos sírios para aumentar a pressão sobre o regime de Assad
O massacre de Houla matou, segundo a ONU, 108 pessoas. Foto: AFP

O massacre de Houla matou, segundo a ONU, 108 pessoas. Foto: AFP

ISTAMBUL (AFP) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu nesta quinta-feira sobre o risco de uma "catastrófica guerra civil" na Síria após o massacre de mais de 100 civis na cidade de Houla.

"Massacres como os que vimos no fim de semana passado podem levar a Síria a uma catastrófica guerra civil, uma guerra civil da qual o país nunca se recuperará", disse Ban durante o fórum da Aliança de Civilizações em Istambul.

O massacre de Houla (centro da Síria) matou, segundo a ONU, 108 pessoas, incluindo 49 crianças, e provocou uma onda de indignação mundial. Vários países, incluindo Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, ordenaram a saída dos representantes diplomáticos sírios para aumentar a pressão sobre o regime de Bashar al-Assad.

Ban Ki-moon demandou que a Síria aplique o plano de paz do mediador das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, para acabar com a violência no país. "Eu peço que a administração síria cumpra com seu compromisso de aplicar o plano de paz de Annan", afirmou Ban.

Annan se reuniu na terça-feira com o presidente sírio Bashar al-Assad e pediu a adoção de "medidas corajosas" de forma imediata para acabar com a violência.

Ban afirmou nesta quinta-feira que os 300 observadores da ONU mobilizados na Síria são os "olhos e ouvidos" da comunidade internacional para que os "autores dos crimes possam prestar contas à justiça". "Não estamos lá para ser um observador passivo diante de atrocidades que não têm nome", disse Ban.

O regime sírio nega envolvimento no massacre de Houla.

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