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Baby Doc quer voltar a governar o Haiti, diz advogado

por Agência Brasil publicado 20/01/2011 09h37, última modificação 20/01/2011 09h37
Fontes da diplomacia haitiana acreditam que Duvalier esteja apoiando o candidato Michel Martelly, cantor popular que teria ficado em terceiro lugar no primerio turno das eleições presidenciais, segundo as primeiras apurações

Por Luciana Lima*, repórter da Agência Brasil enviada especial ao Haiti

Porto Príncipe – O ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier tem pretensões políticas e por isso teria retornado ao país caribenho no último domingo. Um dos advogados de Duvalier, Reynold George, disse na porta do hotel onde Duvalier está hospedado que ele não deixará o país. “Ele não deixará o Haiti. Ele é um político e todo o político tem pretensões políticas. Ser novamente presidente do Haiti é um direito dele”.

George relatou as condenações a Duvalier e disse que “não conseguiram condená-lo na França e não vão conseguir aqui também”. George alegou que não há provas e que se houve algum crime já prescreveu. Duvalier permaneceu por 25 anos exilado na França, antes de retornar ao país no último domingo.

Na tarde desta quarta-feira, Baby Doc, como é conhecido o ex-presidente, apareceu na janela de seu quarto em um hotel de luxo em Porto Príncipe e foi saudado por cerca de 100 pessoas que se concentram na porta do hotel desde o último domingo.

Muitos simpatizantes são ex-militares que atuaram durante o governo de Duvalier. Fontes da diplomacia haitiana acreditam que Duvalier esteja apoiando o candidato Michel Martelly, cantor popular que teria ficado em terceiro lugar no primerio turno das eleições presidenciais, segundo as primeiras apurações.

Um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgado na quarta, no entanto, coloca Martelly em segundo lugar no peito, desbancando o candidato governista Jude Celestin que fez campanha com apoio do atual presidente René Préval.

* A repórter viajou ao Haiti a convite do Ministério da Defesa

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