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Barco norte-coreano detido no Panamá tinha aviões

por AFP — publicado 22/07/2013 09h52, última modificação 22/07/2013 10h02
Armas cubanas não-declaradas foram apreendidas em navio escondidas em carga de açúcar
Rodrigo Arangua / AFP
Panamá

O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli (à dir.), inspeciona contêiner encontrado a bordo do navio Chong Chon Gang

PANAMÁ (AFP) - As autoridades panamenhas encontraram no domingo 21, dois aviões Mig-21 escondidos no barco norte-coreano apreendido em 10 de julho com armamento cubano não-declarado. O anúncio foi feito pelas autoridades, que anteciparam que a Cruz Vermelha visitará na segunda-feira os 35 tripulantes detidos.

"Até agora são dois aviões Mig-21 e baterias antiaéreas e outros equipamentos", afirmou o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli. "Aparentemente esses aviões estavam em uso porque tinham combustível", acrescentou o presidente, que foi ao porto de Manzanillo, em Colón (norte do país), para participar da inspeção dos contêineres.

Os aviões estavam nos contêineres ocultos sob toneladas de sacos de açúcar que o cargueiro norte-coreano "Chong Chon Gang" transportava ao ser detido pela polícia panamenha, enquanto cruzava o canal do Panamá pelo lado Atlântico.

A embarcação saiu de Cuba com "armamento obsoleto", segundo Havana e se dirigia à Coreia do Norte para reparos.

Cuba reconheceu na terça-feira a propriedade do material bélico e enumerou sistemas de mísseis, partes de foguetes e motores de avião e dois caças Mig-21.

Além dos aviões, também foram encontradas baterias anti-aéreas, radares de controle anti-míssil e carros para o transporte, segundo o fiscal de drogas Javier Caraballo.

"Estamos falando evidentemente de material bélico, mas serão os especialistas que nos dirão se o material é obsoleto ou não", disse Caraballo.

No dia 5 de agosto, está prevista a chegada no Panamá de especialistas do Conselho de Segurança das Nações Unidas para analisar o armamento e avaliar se a Coreia do Norte ou Cuba descumpriram alguma resolução da ONU, que proíbe comercializar armas com o país asiático devido a seus testes nucleares.

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