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Internacional

Mentalmente insano

Atirador norueguês não sente remorso, diz advogado

por Redação Carta Capital — publicado 26/07/2011 12h48, última modificação 06/06/2015 18h16
Geir Lippestad afirma que Anders Behring Breivik acredita estar em uma guerra que justifique suas ações
Atirador norueguês não sente remorso, diz advogado

Geir Lippestad afirma que Anders Behring Breivik acredita estar em uma guerra que justifique suas ações. Foto: Jonathan Nackstrand/AFP

Um dia após o depoimento fechado do norueguês Anders Behring Breivik, de 32 anos, responsável pelos atentados em Oslo e na ilha de Utoya que mataram 76 pessoas, o advogado do atirador afirmou, na terça-feira 26, acreditar que seu cliente é mentalmente insano.

Segundo Geir Lippestad, que declarou ter aceitado o caso pela democracia, seu cliente utilizou drogas antes dos ataques e se disse surpreso por não ter sido preso mais cedo. O advogado ainda divulgou que Breivik acredita ser inocente das acusações de terrorismo pelas quais vai responder e que teve o apoio de duas células anti-islã na Noruega, além disso, ele integraria outros grupos extremistas fora do país.

Para Lippestad, Breivik é frio e não sente remorso pelas mortes. “Ele acredita que estamos em guerra e, por isso, pode fazer coisas desse tipo", declarou.

O advogado disse ainda que seu cliente pede desculpas pelos ataques "necessários" que mataram pelo menos 76 pessoas. "Ele disse que isso era necessário para começar uma guerra aqui [Noruega], na Europa e no mundo ocidental. Portanto, ele pede desculpas por algo necessário", disse Geir Lippestad.

O atirador deve ser examinado por dois psiquiatras.

Prisão

Durante o depoimento na Corte de Oslo, o homem quis explicar suas ações, mas ao se alongar em questões de seu manifesto de 1,5 mil páginas publicado na internet, foi interrompido. No documento, ele prega contra a invasão mulçumana na Europa e chega a citar o Brasil.

A polícia estuda acusá-lo de crimes contra a humanidade, sob a alegação de perseguição política, para pode elevar a sua pena de 21 para 30 anos de prisão. Porém, se o condenado for considerado um perigo para a sociedade, a pena poderia ser estendida.

Breivik aguarda julgamento em confinamento solitário, após a decretação de sua prisão preventiva por oito semanas com a possibilidade de prorrogação.

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