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Atirador depôs em tribunal na Noruega

por Redação Carta Capital — publicado 25/07/2011 10h23, última modificação 06/06/2015 18h16
Anders Behring Breivik, autor dos disparos na ilha de Utoya e responsável pela explosão no centro de Oslo participou de audiência de meia hora
Atirador depôs pela 1ª vez em tribunal

Anders Behring Breivik, autor dos disparos na ilha de Utoya e responsável pela explosão no centro de Oslo participou de audiência de meia hora. Foto: Jonathan Nackstrand/AFP

O norueguês Anders Behring Breivik, 32, que cometeu o atentado a bomba em Oslo e disparou vários tiros em um acampamento que matou jovens do Partilho Trabalhista - num total de 76 mortos (a polícia antes havia divulgado que eram 93) - foi ouvido na manhã de segunda-feira em um tribunal da capital noruguesa para dar explicações sobre que motivou os ataques. A audiência, fechada ao público, durou cerca de meia hora.

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A promotoria pediu prisão preventiva do atirador de oito semanas, mas que pode ser extendida se for necessário. Em confinamento solitário, Breivik não tem acesso a notícias ou visitas, apenas à de seu advogado. A pena máxima de prisão na Noruega é de 21 anos, mas o professor de Direito Penal da Universidade de Oslo, Staale Eskeland, disse em entrevista ao The New York Times que “em teoria ele pode ficar na cadeia pelo resto da vida”.

Mais de 60 mil pessoas com perfil no Facebook fizeram um movimento na rede social chamado “Fechem as portas na segunda-feira”, alegando que o atirado almejava publicidade. Ele queria que o depoimento no tribunal fosse aberto ao público. Em um manifesto de 1,5 mil páginas intitulado 2082,que teria sido escrito por ele, Breivik prega independência europeia e afirma que seus atos foram “atrozes”, mas “necessários”.

Outro grupo do Facebook chamado "Boicote Anders Behring Breivik" levaram a mensagem: "Ele planejado obter propaganda”.

Segundo o The New York Times, o advogado do atirador, Geir Lippestad afirmou que "ele é politicamente ativo e descobriu que ele não teve sucesso com ferramentas políticas usuais e assim recorreu à violência".

Na manhã de hoje milhares de cidadãos da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Na Noruega, a família real, o chefe do governo e milhares de cidadãos fizeram um minuto de silêncio. A Bolsa de Oslo, os aeroportos e os transportes ferroviários também suspenderam a atividade durante um minuto.

As buscas na ilha, onde até agora o número de mortos chegava a 68 pessoas, segundo o mais recente balanço, foram suspensas durante um minuto.

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