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Internacional

Índia e Paquistão

Atentados deixam ao menos 36 mortos

por Redação Carta Capital — publicado 07/09/2011 10h20, última modificação 08/09/2011 10h53
Ataque a Nova Delhi foi assumido por grupo a favor da integração da Caxemira ao país vizinho. Na paquistanesa Quetta, homens-bomba vingaram a prisão de líder Taleban

A explosão de uma bomba, provavelmente escondida no interior de uma mala, causou a morte de pelo menos 11 pessoas e feriu outras 62 em um dos acessos ao Superior Tribunal de Nova Délhi. A informação foi divulgada pelo Ministério de Interior do país. A detonação ocorreu por volta das 10 da manhã.

O explosivo detonou na recepção da entrada de número cinco do edifício, local com grande fluxo de pessoas. O grupo terrorista da Caxemira Harkat-ul-Jihad al-Islami (Huji) reivindicou a autoria do ataque, de acordo com o canal de televisão NDTV. O atentado seria uma resposta à condenação à morte do militante Afzal Guru, atualmente a espera da execução. Guru foi condenado em 2001 por participação em um ataque ao parlamento índio.

O grupo terrorista Huji exige a total integração da Caxemira ao Paquistão.

O ataque à capital índia acontece pouco mais de um mês após 26 pessoas morrerem em três explosões simultâneas no coração financeiro do país, Mumbai.

No Paquistão, mais mortos
No vizinho Paquistão, um duplo atentado suicida ocasionou na morte de pelo menos 25 pessoas. Outras 61 ficaram feridas. Ocorrido na cidade de Quetta, na província que faz fronteira com o Afeganistão e com o Irã, os ataques foram assumidos pelo Movimento Talibã do Paquistão, que tem ligações com a Al Qaeda. Membros da organização confirmaram a autoria em entrevista a France Press. O objetivo é vingar a prisão do líder taleban Yunis el Mauritani, realizada na última segunda-feira 5.

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