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Atirador que matou 4 agiu sozinho

por AFP — publicado 13/12/2011 11h47, última modificação 13/12/2011 16h49
Ele fez disparos e lançou explosivos numa praça central da cidade de Liege onde favia famílias e crianças fazendo compras. Ele se matou em seguida
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Os incidentes ocorreram na praça Saint-Lambert, a principal da cidade, onde está situado o palácio de Justiça. Foto: AFP

Um atirador abriu fogo nesta terça-feira em uma praça repleta de crianças e de pessoas fazendo compras de Natal na cidade belga de Liège, matando ao menos quatro pessoas. Ele se matou em seguida.

Mais de 60 pessoas ficaram feridas no ataque, ocorrido na hora do almoço, informou o procurador Daniel Reynders.

O centro federal de crises do país afirmou que o incidente não foi um ataque terrorista nem esteve ligado a um julgamento criminal pendente.

"Foi um atirador solitário", afirmou Benoit Ramacker, do centro de crise, à AFP.

"É muito difícil determinar as razões do ataque, mas estamos investigando todas as possibilidades".

A ministra do Interior da Bélgica, Joelle Milquete, interrompeu reuniões com a União Europeia e se dirigia a Liège após o ataque, assim como o novo primeiro-ministro Elio Di Rupo.

O ataque fez com que moradores apavorados corressem pelas ruas, e horas depois grupos de pessoas sentavam chorando nas calçadas em meio às sirenes das ambulâncias e ao som dos helicópteros que sobrevoavam o local.

O tiroteio ocorreu por volta do meio-dia local na praça Saint-Lambert, casa do tribunal de justiça e localizado perto de um mercado de Natal nesta cidade de 196 mil habitantes.

Algumas informações apontaram que se tratou de uma tentativa frustrada de resgatar um suspeito do tribunal, mas fontes judiciais identificaram o atirador como Nordine Amrani, que era conhecido da polícia.

As fontes afirmam que a polícia fez uma incursão em sua casa em Liège recentemente buscando maconha, mas encontrou armas. Em 2008, ele foi condenado a quase cinco anos de prisão por posse ilegal de armas e por cultivar cannabis.

Houve muita confusão inicial em relação ao ocorrido, com informações de que havia mais de um atirador.

"Ouvimos dois ruídos ensurdecedores e então muitas explosões, as pessoas corriam para todos os lados", uma padeira que se identificou como Patrícia afirmou à RTL-TV. "Fechamos a porta, desligamos as luzes e nos escondemos atrás do balcão com os clientes".

O jornalista Nicolas Gilenne afirmou à AFP que havia acabado de sair do tribunal onde cobria um julgamento quando o ataque começou.

"Vi um homem acenar com o braço e lançar algo para o ponto de ônibus. Ouvi uma explosão. Ele se virou, pegou mais alguma coisa, puxou o pino. Comecei a correr. Ele estava sozinho e parecia estar controlado.

"Ele queria machucar o máximo de pessoas possível. Ouvi quatro explosões e tiros por cerca de 10 segundos".

Moradores contaram mais cedo a uma rede de televisão local que o atirador, posicionado no telhado de uma padaria, atirou em direção à praça e lançou granadas em pontos de ônibus e no tribunal.

Informações também apontavam que dois ou três atiradores armados com granadas estavam envolvidos.

"O centro da cidade está completamente isolado. As pessoas estão se abrigando em lojas ou prédios. A polícia está posicionada", afirmou um funcionário local contatado pela AFP que pediu para não ser identificado.

"Por sorte o prefeito adiou a abertura do mercado de Natal devido ao mau tempo e aos fortes ventos. Caso contrário, muito mais pessoas teriam morrido", disse a fonte.

A agência de notícias Belga afirmou que diversos objetos "suspeitos" foram encontrados na praça e que os especialistas em desarmamento de bombas estão a caminho.

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