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Revoltas árabes

Ataque aéreo da OTAN mata filho mais novo e três netos de Kadafi

por Opera Mundi — publicado 01/05/2011 13h16, última modificação 01/05/2011 13h16
Segundo porta-voz do governo, Kadafi estava na vila presidencial bombardeada neste sábado 30 mas não ficou ferido

Um ataque aéreo das forças da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ocorrido neste sábado (30/04) na zona oeste da capital da Líbia, Trípoli, matou três netos e o filho mais novo do coronel Muamar Kadafi, Sair Al Arab Kadafi, de 29 anos. As informações são do porta-voz do governo, Moussa Ibrahim.

O líder líbio, no poder desde 1969, também estava na vila presidencial, mas não ficou ferido. As informações são da agência de notícias France Presse, do jornal britânico Guardian e da rede multiestatal Telesur.

Autoridades líbias levaram jornalistas à casa que foi atingida por pelo menos três mísseis. De acordo com as testemunhas que foram ao local, o edifício está muito danificado e uma bomba ainda não detonada permanece no local.

“O líder (Kadafi) e sua esposa estavam na casa com outros amigos e familiares. O líder está em boa saúde, não foi ferido”, afirmou Ibrahim. Segundo ele, a vila foi atacada com força total. “Isto foi uma operação direta para assassinar o líder deste país”, disse o porta-voz.

“A casa de Saif al Arab Muamar Kadafi (...), o mais jovem dos filhos do Guia (forma como o coronel é chamado por seus apoiadores), foi atacada com meios potentes. “O ataque provocou a morte como mártir do irmão Saif al-Arab (...) e a de três netos do Guia”, acrescentou Ibrahim.

Em Benghazi, principal base dos rebeldes que lutam para derrubar o regime, houve comemoração com tiros para o alto durante a madrugada de sábado para domingo após o anúncio da morte de Saif al-Arab, segundo a AFP. “Eles estão muito felizes que Kadafi tenha perdido seu filho em um ataque aéreo e atiram para comemorar” sua morte, declarou o porta-voz militar do CNT (Conselho Nacional de Transição), órgão político dos opositores, coronel Ahmed Omar Bani.

Saif Al Arab era civil, estudava na Alemanha e estava em Trípoli para o que parecia ser uma reunião de família, em meio aos conflitos.

Texto originalmente publicado no Opera Mundi

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