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Síria

Assad anuncia anistia, mas exclui "terroristas"

por AFP — publicado 23/10/2012 09h54, última modificação 23/10/2012 09h54
O benefício aprovado pelo ditador sírio não inclui os opositores do regime, que desde 2011 tentam tirar Assad do poder
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Manifestação de apoio a Bashar al-Assad diante da embaixada americana em Moscou em 19 de outubro. Foto: Andrey Smirnov / AFP

DAMASCO (AFP) - O presidente sírio Bashar al-Assad decretou nesta terça-feira 23 uma "anistia geral", que exclui os crimes cometidos por "terroristas", termo utilizado pelo regime para designar os rebeldes, anunciou a televisão oficial.

O chefe de Estado, que enfrenta um violento conflito contra os insurgentes, "decretou uma anistia geral para os crimes cometidos antes de 23 de outubro", mas excluiu os crimes cometidos pelos "terroristas". O decreto promulgado exclui ainda os "criminosos fugitivos", exceto no caso de rendição, destacou a emissora.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), dezenas de milhares de civis foram detidos e outros milhares desapareceram nas celas do regime desde o início da revolta contra Assad, em 15 de março de 2011, sem contar os milhares de soldados que tentaram desertar nos últimos meses.

Também de acordo com o OSDH, a aviação síria bombardeou nesta terça-feira um bairro rebelde de Aleppo, enquanto as forças de segurança executavam operações de revista em Damasco. As ações na capital aconteceram no bairro periférico de Al-Zahira, zona sul de Damasco. Durante a noite, um homem morreu na explosão de uma bomba em um subúrbio da cidade.

Em Aleppo, cenário há três meses de uma batalha decisiva pelo controle daquela que já foi a capital econômica do país, a aviação síria bombardeou o setor rebelde de Katergui (oeste) e confrontos foram registrados em vários bairros, o que provocou a morte de um rebelde. Na região leste do país também foram registrados combates na cidade de Deir Ezzor, que os rebeldes tentam controlar há meses.

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