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Após 26 anos, Guatemala volta a ter um militar no poder

por Agência Brasil publicado 07/11/2011 10h22, última modificação 07/11/2011 10h23
Novo presidente é considerado o "general da paz" por ter negociado acordos para o fim da guerra civil, mas é também acusado de violações dos direitos humanos
Molina

O general da reserva Otto Pérez Molina, eleito presidente da Guatemala. Foto: Divulgação

Renata Giraldi**

 

Brasília – Pela primeira vez depois de 26 anos, a Guatemala voltará a ter um governo comandado por militar. O general da reserva Otto Perez Molina, de 61 anos, foi eleito no domingo 6 o novo presidente do país, com 54,89% dos votos válidos. A Justiça Eleitoral da Guatemala confirmou o resultado das eleições.

Perez é o primeiro militar que volta à Presidência da Guatemala depois que as Forças Armadas entregaram o poder ao civil Vinicio Cerezo, em 14 de janeiro de 1986. Ele venceu o adversário com 9,78 pontos de diferença, deixando o advogado Manuel Baldizón em segundo lugar.

Perez fez um discurso emocionado à população guatemalteca. "[Vamos nos] unir e trabalhar em conjunto nos próximos quatro anos", disse ele, assegurando que usará "mãos de ferro" no combate ao crime organizado e à pobreza no país.

O presidente eleito disse ainda que até sexta-feira 13 definirá os principais nomes de sua equipe ministerial. Perez acrescentou que pretende trabalhar em harmonia com o Parlamento e consolidar um governo de acordos. É a segunda vez que ele disputa as eleições presidenciais no país.

Considerado o "general da paz" por ter negociado e assinado os acordos que colocaram fim à guerra civil (1960-1996), que causou 200 mil mortos e desaparecidos, Perez foi acusado de violações dos direitos humanos durante esse conflito.

De acordo com dados oficiais, a Guatemala é classificada entre os países mais perigosos do mundo, registrando a média de 18 homicídios por dia - seis vezes mais do que a média mundial - e mais da metade dos 14 milhões de habitantes vivem na pobreza.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa, e da emissora multiestatal de televisão, Telesur//Edição: Graça Adjuto

 

**Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

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