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Ao lado de Dilma, Chávez defenderá Brasil no Conselho de Segurança da ONU

por Rede Brasil Atual — publicado 09/05/2011 09h43, última modificação 10/05/2011 10h01
Na terça-feira (10), o venezuelano se encontra com a presidenta Dilma Rousseff para reafirmar laços entre os dois países

São Paulo – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, vai defender a inclusão do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) durante a visita que fará a Brasília esta semana.

Na terça-feira (10), o venezuelano se encontra com a presidenta Dilma Rousseff para reafirmar os bons laços entre os dois países, que em 2010 tiveram um intercâmbio comercial de US$ 4,6 bilhões. De acordo com o Itamaraty, a reunião deve abordar o comércio bilateral, o desenvolvimento regional e a habitação popular. A energia, tema caro à Venezuela, que sofre com racionamentos, também fará parte da pauta.

O comunicado conjunto deve reconhecer o pleito do Brasil de assegurar uma reforma profunda no Conselho de Segurança. Dilma obteve recentemente do presidente da China, Hu Jintao, o compromisso com a ampliação do principal organismo multilateral, um antigo anseio da diplomacia brasileira.

Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez apenas uma breve menção a esta reforma durante a passagem por Brasília e Rio de Janeiro, mas o apoio da Casa Branca a uma mudança no jogo de forças planetário é visto com mais ceticismo. Na última semana, o presidente da Alemanha, Christian Wulff, lembrou na capital federal que também seu país deseja uma mudança na governança global.

Agora, Chávez deve apoiar a estratégia brasileira também como forma de reconhecer a liderança brasileira na América do Sul e de reafirmar os compromissos entre as duas nações. O presidente da Venezuela será o primeiro chefe de Estado sul-americano a visitar Dilma após a posse, em 1º de janeiro.

A presidenta optou por iniciar sua atuação internacional pela Argentina, numa visita vista simbolicamente como uma continuidade das prioridades traçadas por Lula e pelo chanceler Celso Amorim ao longo de oito anos. Depois disso, Dilma deveria ter ido a Lima, no Peru, mas a cúpula entre o Mercosul e os países árabes foi cancelada devido à agitação popular nas nações do Oriente Médio e do norte da África. Além disso, a brasileira tem viagens agendadas para Paraguai e Uruguai.

*Matéria publicada originalmente em Rede Brasil Atual

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