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Preconceito

Antissemitismo está enraizado na sociedade alemã, aponta estudo

por Redação Carta Capital — publicado 24/01/2012 10h26, última modificação 24/01/2012 10h26
Pesquisa realizada por especialistas escolhidos pelo Parlamento mostra que 20% da população do país acredita que os judeus têm muito poder nos negócios
berlim

Memorial do Holocausto em Berlim, monumento em tributo aos judeus assassinados durante os anos do nazismo. Foto: Twicepix/Flickr

Após mais de 60 anos do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, o antissemitismo ainda está significativamente intrínseco na sociedade alemã, aponta um estudo realizado por especialistas escolhidos pelo Parlamento da Alemanha.

Segundo o grupo, criado em 2009 para fazer relatórios regulares sobre antissemitismo, 20% dos alemães concordam com declarações como "os judeus possuem muito poder nos negócios".

De acordo com a BBC News, o estudo aponta que o sentimento anti-judeu está baseado no preconceito difundido socialmente e também na ignorância sobre o judaísmo. Além disso, destaca o papel fundamental da internet em espalhar a negação do holocausto e de visões de extrema direita.
      

Os pesquisadores também apontaram as partidas de futebol como um palco frequente da propagação de lemas da extrema direita na Alemanha, país com 82 milhões de habitantes, sendo a maioria de luteranos e católicos. Os judeus representam cerca de 200 mil pessoas.

Durante as partidas com times judeus, os responsáveis pelo estudo identificaram o uso de frases como "judeus nas câmaras de gás," ou "reativem Auschwitz" e destacaram que a grande marioria dos crimes com motivação antissemita é cometida por extremistas de direita, estimados em cerca de 26 mil pessoas no país.

No cenário europeu, o estudo identificou níveis elevados de sentimentos antissemitas em partes da Polônia, Hungria e Portugal.

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