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Venezuela

Antichavismo, versão light

por Redação Carta Capital — publicado 19/02/2012 11h15, última modificação 19/02/2012 11h15
Ex-golpistas mudam de tom e se dizem “inspirados em Lula”
Capriles

Capriles. Marqueteiros do Brasil vão ajudá-lo. Foto: AFP

A prévia celebrada por uma aliança de 20 partidos de oposição na Venezuela no domingo 12 de fevereiro teve um vencedor claro: Henrique Capriles Radonski, que em 2008 derrotou o chavista Diosdado Cabello, que buscava reeleição como governador de Miranda. Com o voto de 62% dos 2,9 milhões de participantes das primárias (e de 10% dos 18,2 milhões de eleitores no país), teve mais que o dobro de Pablo Pérez (27%), governador de Zulia e segundo colocado e deve enfrentar Hugo Chávez em 7 de outubro.

Em 2002, era prefeito de Baruta, na Grande Caracas, quando golpistas assediaram e vandalizaram a embaixada de Cuba lá situada e Capriles exigiu inspecioná-la em busca de asilados, principalmente o vice Cabello. As conexões de seu partido, Primeiro Justiça, incluem o DEM brasileiro, o Partido Conservador colombiano, o PAN mexicano e a maioria dos democrata-cristãos do continente.

A campanha lança-se, porém, como centrista, humanista e pragmática. A própria celebração da prévia, que recorreu ao órgão eleitoral oficial CNE, mostra quanto mudou o tom em relação à intransigência de 2005, quando a oposição boicotou o processo eleitoral. Capriles promete reverter estatizações e romper com o Irã, mas evita ataques pessoais a Chávez, contratou os marqueteiros cariocas Renato Pereira e Chico Mendes (que trabalharam para Sérgio Cabral e Eduardo Paes) e diz que seu modelo é “100% Lula”. Mas como sustentará seu discurso se o verdadeiro Lula apoiar Chávez?

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