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Direitos Humanos

Alimentar à força pessoas em greve de fome nunca é aceitável, defende ONU

por AFP — publicado 01/05/2013 12h30, última modificação 01/05/2013 12h33
O Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU se posicionou contra a alimentação forçada de detentos em greve de fome na base militar americana de Guantánamo
Guantánamo

Imagem do “Camp Delta” na base de Guantánamo. Foto: ©afp.com / Michelle Shephard

GENEBRA (AFP) – O Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU destacou nesta quarta-feira 1º que “nunca é aceitável” alimentar à força ninguém, no momento em que detentos da prisão na base militar americana de Guantánamo, em greve de fome, são submetidos a tal tratamento.

“A alimentação forçada nunca é aceitável”, afirmou à AFP Rupert Colville, porta-voz da Alta Comissária do organismo, Navi Pillay.

“A alimentação acompanhada por ameaças, coerção e com o recurso da força ou da imobilização física é uma forma de tratamento desumano e degradante”, afirma um documento da Associação Médica Mundial (AMM) citado por Colville.

“Assim como é inaceitável a alimentação forçada de alguns detentos com o objetivo de intimidar ou de obrigar os outros detentos em greve de fome”, completa o documento.

O presidente americano Barack Obama prometeu na terça-feira 30 intensificar os esforços para fechar a prisão militar de Guantánamo, onde 100 presos estão em greve de fome.

O movimento, que tem a adesão de 100 dos 166 detentos, segundo as autoridades da prisão, e por 130, segundo os advogados, entrou na segunda-feira na 12ª semana.

Obama disse que não deseja que nenhum prisioneiro morra e pediu a ajuda do Congresso para encontrar uma solução legal a longo prazo para a questão do julgamento de combatentes inimigos. ”Não é uma surpresa para mim que tenhamos problemas em Guantánamo. Continuo acreditando que devemos fechar Guantánamo. É importante que compreendamos que Guantánamo não é necessário para a segurança dos Estados Unidos”, advertiu o presidente.

“A ideia de manter para sempre um grupo de pessoas sem julgamento é contrária ao que somos, é contrária a nossos interesses e isto deve acabar”, disse o presidente.

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