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Oficiais militares egípcios negam morte de Mubarak

por Redação Carta Capital — publicado 19/06/2012 18h57, última modificação 06/06/2015 17h37
Segundo agência de notícias egípicia, coração do ex-ditador, que governou o Egito por 30 anos, 'parou de bater e não respondeu à desfibrilação'. A agência internacional Reuters não confirma a informação
Mubarak

Segundo Mena, Mubarak não resistiu a um AVC. Foto: ©AFP/Arquivo

A agência oficial egípcia Mena divulgou no início da noite que o ex-ditador do Egito, Hosni Mubarak, está "clinicamente morto". No entanto, três fontes militares negaram a informação à agência de notícias Reuters.

Segundo elas, Mubarak é mantido vivo por aparelhos, mas a ainda é cedo para usar a expressão 'clinicamente morto'.

O general Said Abbas, membro do Conselho Supremo das Forças Armadas, confirmou à Reuters que o ex-ditador sofreu um AVC, mas acrescentou: "Qualquer declaração sobre ele estar 'clinicamente morto' é especulação."

Outra fonte militar disse que o ex-líder está completamente inconsciente e respirando artificialmente. Mubarak já possuía um histórico de problemas cardíacos e já havia sofrido um enfarte quando foi condenado pela Justiça egípcia à prisão perpétua, em junho. De acordo com a BBC, tentativas de reanimação cardíaca ainda estão em curso.

Há uma semana, o Ministério do Interior egípcio à rede de tevê CNN que o ex-ditador estava em “coma profundo” e que seu estado de saúde se deteriorava. Ele sofreu um AVC na prisão nas últimas horas e foi transferido às presas para um hospital militar de Maadi, onde recebeu o atendimento.

Ditador foi deposto em fevereiro de 2011
Mubarak liderou o Egito com mãos de ferro por 30 anos e com o apoio de potências ocidentais. No epicentro da Primavera Árabe, em fevereiro de 2011, o ex-ditador renúnciou ao cargo de chefe de estado em meio a grandes protestos que tomaram a Praça Tahir, na capital, Cairo.

Após sua renúncia, Mubarak fugiu da capital, foi capturado e preso. No início de junho deste ano, quando Mubarak foi condenado a prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes, seu estado de saúde já estava debilitado.

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