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Acuado, Kadafi afirma que não vai se render

por Redação Carta Capital — publicado 19/08/2011 15h48, última modificação 22/08/2011 11h12
Com as tropas da oposição a cerca de 12 quilômetros da capital Trípoli e sofrendo bombardeios da Otan, general diz que vencerá a batalha, enquanto seu filho chama rebeldes ao diálogo

O cerco a Muammar Kadafi parece estar se fechando neste fim de semana. À medida que os rebeldes avançam rumo a Tripoli, reduto do ditador - as tropas estariam a 12 quilômetros de distância, de acordo com um repórter da agência de notícias France Press -, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) teria bombardeado o quartel-general do comandante líbio na cidade neste domingo 21, segundo a rede de televisão Al Jazeera. No entanto, em um pronunciamento na televisão nacional, Kadafi afirmou que vencerá a batalha e descartou abandonar a capital ou se render.

A Al Jazeera também aponta que o aeroporto de Maitika, em Tripoli, foi atacado pela Otan e que o coronel Khituni, um dos principais militares do general, acabou preso com oito de seus colaboradores. Outra baixa para o regime de Kadafi foi a confirmação pelo ministro de Defesa da Itália, Ignazio La Russa, neste domingo, de que o ex-número dois do governo, Abdel-Salam Jalloud, fugiu para o país europeu.

Em uma tentativa de pressionar o ditador, os rebeldes colocaram em prática no sábado 20 a "Operação Sirena", que tenta isolar Kadafi em Tripoli. A operação contaria com a colaboração do CNT (Conselho Nacional de Transição) e da Otan. Com isso, crescem os rumores de que o general e sua família estariam tentando deixar o país.

Resistência

Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do regime, Musa Ibrahim, declarou que a capital não está desprotegida. "Temos milhares de militares e de voluntários protegendo a cidade. Não apenas patriotas, mas pessoas que querem defender suas famílias e casas. Se os rebeldes entrarem, haverá sangue por todos os lados".

O filho do general, Seif al-Islam Kadafi, disse no domingo que o governno não vai deixar de lutar e chamou os rebeldes ao diálogo em um pronunciamento via televisão. "Estamos na nossa terra e nosso país. Resistiremos seis meses, um ano, dois anos... E nós vamos vencer ", disse. E completou: "Se vocês querem a paz, estamos prontos".

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