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A volta de Fujimori?

por Redação Carta Capital — publicado 21/02/2011 11h12, última modificação 21/02/2011 11h12
Segunda nas pesquisas, a filha do ex-ditador pode, de fato, se eleger presidenta

Segunda nas pesquisas, a filha do ex-ditador pode, de fato, se eleger presidenta
No dia 10 de abril os peruanos vão escolher o sucessor do atual presidente Alan Garcia. Com certeza não faltaram golpes de cena. O ex-presidente Alberto Fujimori, preso desde 2007, condenado a 25 anos por crimes contra a humanidade, reaparece como uma sombra na campanha eleitoral: a filha, Keiko, candidata nas próximas eleições, tem chances de vencer. De acordo com as últimas pesquisas eleitorais, ela está em segundo lugar, com 22% das intenções de voto, 6% a menos que o candidato à Presidência Alejandro Toledo, presidente entre 2001 e 2006. Se ganhar, ele dará continuidade à dinastia Fujimori de forma singular: a filha na Presidência, o pai na cadeia.
Keiko, 36 anos, apresenta-se “para que o Peru não escolha a esquerda”, mas, sobretudo, como declarou durante um comício neste mês, “para libertar meu pai, que foi condenado por vingança dos seus inimigos políticos”. O nome do partido de Eiko, Fuerza 2011, evoca o Forza Italia de Berlusconi. Em terceiro e quarto lugares nas pesquisas de intenção de votos continuam Luis Castañeda, ex-prefeito de Lima, de direita, com 18%, e Ollanta Humala, que tem 12% das intenções de voto. É quase certo que Keiko e Toledo se enfrentarão no segundo turno, no dia 5 de junho, e que as alianças do poderoso clã Fujimori serão decisivas.

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