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A queda de Roma

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 11/11/2011 11h09, última modificação 11/11/2011 11h59
A boa notícia é que a crise derrubou Berlusconi. A ruim é que pode ser tarde demais para salvar o euro
A queda de Roma

Fim de linha: manifestante acha que a lata de lixo da história é boa demais para Berlusconi. Foto: Alberto Pizzoli/AFP

De pouco adiantou a cúpula da União Europeia colocar Georgios Papandreou contra a parede. Enquanto os esforços se concentravam em esmagar – e ao que parece, apenas temporariamente – a rebelião de Atenas, os bárbaros do mercado tomavam as muralhas
de Roma.

Na segunda-feira 7 de novembro, o juro implícito dos títulos do Tesouro italiano no mercado chegou a 6,7%, 1,1% acima dos cobrados à Espanha, 2,3% mais que os cobrados ao Brasil e 5% superior ao da dívida alemã. Com juros de 6,7% e crescimento econômico zero (o que hoje é otimismo), a Itália precisaria de superávit primário de 8% do PIB para conter a espiral de endividamento. Com juro de 7,5%, que atingiu logo em seguida, o superávit necessário seria de 9% do PIB, ou 21% da arrecadação fiscal.

É um nível superior ao atingido pelos títulos da Grécia, Portugal e Irlanda quando foram obrigados a pedir socorro financeiro à Troika formada pela União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE). A notícia boa é que a Itália tem uma economia mais diversificada que os outros PIIGS, suas reservas são substanciais e metade de sua dívida está nas mãos de credores internos. A ruim é que ela sofre do mesmo problema fundamental de baixa competitividade e produtividade dos demais países periféricos europeus, exacerbada pela supervalorização do euro. A pior é que sua economia é grande demais para ser resgatada.

Leia a matéria completa na edição 672 de CartaCapital, nas bancas nesta sexta-feira 11

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