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A próxima bolha?

por Gerson Freitas Jr — publicado 20/10/2010 13h13, última modificação 22/10/2010 13h17
De olho no enfraquecimento do dólar, fundos especulativos vão às compras e fazem os preços das commodities disparar
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Preço é maior desde que a pluma começou a ser negociada em bolsa, há 140 anos

De olho no enfraquecimento do dólar, fundos especulativos vão às compras e fazem os preços das commodities disparar

Com a economia mundial ainda em frangalhos, a escalada dos preços internacionais das commodities é um fenômeno que chama a atenção. Nos últimos meses, várias delas acumularam valorizações expressivas. O índice Reuters Jefferies-CRB, que acompanha uma cesta formada por metais, alimentos e combustíveis, alcançou a maior pontuação desde outubro de 2008 e se aproximou do recorde registrado em julho daquele ano.

Os contratos para entrega futura de algodão atingiram a maior cotação desde que começaram a ser negociados em Nova York, há 140 anos, após subir  quase 70% em 12 meses. O ouro, que subiu mais de 30%, também bateu sucessivos recordes nas últimas semanas. Desde outubro do ano passado, o açúcar subiu 18%; a soja, 25%; e o milho, 50%. O preço do cobre é o maior em 26 meses.

O movimento ganhou fôlego a partir de setembro, quando o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), começou a emitir sinais de que se prepara para uma nova rodada do que os economistas chamam pomposamente de “afrouxamento quantitativo”. Em outras palavras, a instituição está religando a máquina de imprimir dólares, a fim de colocar mais dinheiro na economia, que teima em não despertar do sono profundo em que mergulhou após o estouro da bolha imobiliária.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 619, já nas bancas.

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