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A Primavera hesita

por Gianni Carta publicado 24/11/2011 10h29, última modificação 25/11/2011 10h33
Egito e Síria vivem dias de tensão extrema enquanto o Ocidente e Israel atribuem ao Irã o papel de vilão
egito

Egito e Síria vivem dias de tensão extrema enquanto o Ocidente e Israel atribuem ao Irã o papel de vilão . Foto: Louai Beshara/AFP

Deflagrada em janeiro, a Primavera Árabe chacoalhou o mundo e seus próximos dias parecem ser definitivos para a estabilidade global. As eleições legislativas marcadas para domingo 27 no Egito são capitais. Com 85 milhões de habitantes, o país é líder porque é o mais populoso e influente no mundo árabe.

Em decorrência dos choques entre a polícia e manifestantes, o pleito parecia comprometido. Mas, na quinta-feira 24, o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), no poder, chegou a um acordo com os opositores para a formação de um governo de “salvação nacional”. Kamal el-Ganzuri, ex-premier do ditador Hosni Mubarak, deposto em fevereiro, foi encarregado de formar um novo governo.

Resta saber se o povo aceitará a permanência do marechal Hussein Tantawi na chefia do CSFA. Na terça, Tantawi havia feito concessões aos manifestantes, nas ruas desde a sexta-feira. Prometeu um pleito presidencial já em julho de 2012, e não mais em 2013. Também propôs, em discurso televisionado, um referendo sobre a continuação do CSFA no poder.

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