Você está aqui: Página Inicial / Internacional / A opção pela catástrofe

Internacional

EUA

A opção pela catástrofe

por Eduardo Graça — publicado 28/07/2011 13h05, última modificação 29/07/2011 11h22
O radicalismo dos republicanos e os vacilos de Obama podem obrigar a maior economia do mundo a recorrer ao calote
A opção pela catástrofe

Erro: Obama confrontou, sem sucesso, o republicano Boehner, presidente da Câmara. Foto: Jewel Samed/AFP

A contagem regressiva- começou. A terça--feira 2 é a data final para os Estados Unidos aumentarem o limite de sua capacidade de pedir empréstimos e evitar uma histórica quebradeira da maior economia do planeta. Para que o teto ultrapasse os atuais 14,3 trilhões de dólares, o governo de Barack Obama precisa da aprovação do Congresso. A Casa dos Representantes tem maioria republicana, e boa parte dos políticos de oposição eleitos no ano passado milita no Tea Party, o grupo ultraconservador que defende uma diminuição radical dos gastos públicos, incluindo o corte de programas sociais fundamentais. Os democratas, que controlam o Senado, recusam-se a aprovar cortes e propõem um aumento de impostos, atacando o bolso dos que ganham mais de 250 mil dólares por ano. Até o fechamento desta edição, na quinta 28, os republicanos, comandados pelo equivalente brasileiro ao presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, e o governo democrata ainda não haviam fechado um acordo.

“O tempo está se esgotando, precisamos chegar a um lugar-comum, e é pra já”, exasperou-se o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, após um duelo público entre Obama e Boehner, em pronunciamentos em rede nacional de televisão. Obama acusou os republicanos de fabricar uma crise com objetivos eleitoreiros e afirmou que “os americanos foram às urnas e decidiram pela divisão de poder, com democratas na Casa Branca e republicanos comandando parte do Legislativo, mas jamais votaram por um governo disfuncional”. Boehner reagiu e disse que a crise é de responsabilidade de um presidente “interessado em receber um cheque em branco para gastar mais, à custa- do contribuinte”. E foi direto: “Isso não vai acontecer”. “O pronunciamento foi um erro da Casa Branca. O presidente colocou-se no mesmo nível de Boehner”, reagiu o liberal Chris Matthews, estrela do canal de notícias 24 horas da rede NBC.*

*Leia a íntegra da matéria na edição 657 de CartaCapital

registrado em: