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Internacional

Suspeita de H1N1

A gripe suína ameaçará a Rota Inca?

por Rota Inca — publicado 28/07/2010 14h53, última modificação 10/08/2010 14h54
Uma suspeita da gripe A(H1N1) fez com que o percurso atrasasse por alguns dias. Confira quais foram os cuidados tomados e como os estudantes seguiram o roteiro. Por Vitor Taveira, do Equador

Uma suspeita da gripe A(H1N1) fez com que o percurso atrasasse por alguns dias. Confira quais foram os cuidados tomados e como os estudantes seguiram o roteiro. Por Vitor Taveira, do Equador

Uma suspeita da gripe A(H1N1) fez com que o percurso da Rota Inca 2009 atrasasse por alguns dias. Os jovens já estavam em seu penúltimo dia em Quito, capital do Equador, quando receberam a notícia de que um dos militares responsáveis pela estadia deles no quartel de Ibarra, cidade de onde vinham, tinha a chamada gripe suína.

Na televisão foi anunciado que os viajantes da Rota Inca haviam sido responsáveis pelo contágio. “Me preocupou muito porque seria triste se deixássemos como marca de nossa passagem esse vírus que está tendo tanta repercussão em todo o mundo”, afirmou o coordenador da Rota Inca Rubén La Torre. O dia então foi tirado para que todos fossem ao hospital ser consultados por médicos mas nenhum expedicionário apresentava sintomas que requeresse um exame mais profundo.

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A espanhola Inmaculada Sanchez, líder dos expedicionários, esclarece que os próprios militares do quartel por onde passaram haviam chamado os meios de comunicação e dito que os viajantes seriam os responsáveis pelo contágio mas que eles apenas estiveram dois dias em contato com o suposto contagiado, cuja doença não havia sido confirmada pela central médica em Quito. Ainda assim, havia também a hipótese que algum dos participantes da Rota Inca pudesse sido infectado pelo militar.

Por precaução, os jovens ficaram em observação no quartel onde estavam alojados por mais dois dias, recebendo visita de um médico. Aproveitaram para fazerem atividades esportivas e sair ao centro da cidade depois de autorizados pelo doutor. O coordenador da Rota Inca e um grupo de expedicionários foi á televisão exigir direito de resposta ao canal que havia divulgado que eles haviam transmitido o vírus. Os responsáveis pelo jornal disseram que a informação havia sido transmitida por uma autoridade de saúde de Ibarra e apenas reproduzida pela rede de TV. Dois expedicionários e o coordenador da Rota foram entrevistados e o mal-entendido resolvido. La Torre afirma que recebeu mensagens de alguns pais de viajantes preocupados mas que logo tudo foi esclarecido e o site do evento já informa que não passou de um falso alarde.

“Ao final quem sofreu as conseqüências da gripe suína fomos nós que ficamos em quarentena sem estarmos doentes de verdade, mas tudo bem, tudo que seja para saúde e precaução é importante”, afirma Inmaculada Sanchez. A britânica Jessica Sandelson lamentou que o ocorrido atrasasse a expedição e que tivessem que ficar tantos dias sem programação. Ela diz que ficou tranqüila ao perceber que nenhum dos viajantes apresentava sintomas da doença e que se sentia mais segura que em seu país, onde dois parentes foram contagiados com a gripe e o número de casos já passa das centenas de milhares.

Ao final de três dias sem atividades programadas e com o cronograma atrasado, finalmente os viajantes puderam seguir ao tão esperado rumo: departamento de Manabí, onde finalmente poderiam desfrutar do belo litoral equatoriano. Ainda assim, o cronograma foi mudado por recomendação dos médicos para evitar a mudança brusca de temperatura entre o litoral e as montanhas, o que poderia favorecer a propagação de doenças entre os participantes da Rota.

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