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A Grã-Bretanha conta seu prejuízo

por Redação Carta Capital — publicado 11/08/2011 10h17, última modificação 12/08/2011 11h35
Os gastos para recuperar os estragos causados pelos violentos distúrbios no país serão maiores que 170 milhões de euros

Depois de quatro dias de violentos distúrbios em Londres e outras cidades, o governo da Grã-Bretanha faz as contas dos prejuízos causados. De acordo com dados preliminares, os gastos para recuperar os estragos serão maiores que 170 milhões de euros. A estimativa é feita por seguradoras e associações profissionais.

O último balanço da polícia britânica, anunciado na noite desta quarta-feira 10, relata cerca de 900 detenções desde o início dos distúrbios apenas em Londres e mais 371 prisões em Manchester, Birmingham e Liverpool. No total, pelo menos 1.100 pessoas estão detidas por suspeitas de tumultos e atos ilícitos durante os protestos. De acordo com os policiais, há adolescentes até 11 anos e adultos com mais de 40 que vão de universitários a um professor de uma escola primária. Um montador de andaimes de 23 anos, pai de dois filhos, chorou em frente ao juiz após admitir o roubo de tênis e roupas de uma loja de artigos de esportes, de acordo com a agência Lusa de notícias.

Os julgamentos ocorrerão em vários tribunais de primeira instância para os casos menos graves e as situações consideradas mais delicadas serão encaminhadas para os tribunais criminais. O chefe da Associação de Oficiais Superiores da Polícia, Hugh Orde, disse que vários tribunais de Londres funcionaram à noite para acelerar os processos.

Desde o início dos ataques, 10 mil policiais foram escalados, totalizando 16 mil pessoas. O governo da Grã-Bretanha estima que 170 milhões de euros já foram gastos no episódio. O ministro David Cameron pediu pressa nas prisões e processos judiciais. Na noite de quarta-feira, relativamente calma, cerca de 150 policiais faziam a ronda no bairro de Eltham quando foram atingidos por artefatos.

O Parlamento britânico deve se reunir hoje, interrompendo as férias, por ordem do primeiro-ministro David Cameron. O premiê afirma que os causadores dos tumultos são crimonosos e oportunistas violentos.

Moradores foram às ruas para defender a área dos distúrbios. O comandante Tim Godwin apelou para que não se estabeleça esse tipo de vigilância, chamando os moradores para se unir de outras formas na defesa dos locais. “Não se transformem em uma gangue”, disse.

Na segunda-feira à noite, um homem de 26 anos foi encontrado morto em seu carro. A polícia acredita que a morte resultou de uma divergência entre dois grupos, que resultou em uma chacina.

A opinião pública tem alternado entre o apoio aos protestos e o descrédito às movimentações. Fotos de pessoas fugindo de casas incendiadas e a constatação de algumas mortes em decorrência dos ataques fez com que a mídia mudasse o nome dos “manifestantes” para “desordeiros”.

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