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A era dos interventores

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 17/11/2011 09h59, última modificação 18/11/2011 10h03
Monti e Papademos começam seus governos, mas os problemas do continente estão longe de terminar
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Monti e Papademos começam seus governos, mas os probelmas do continente estão longe de terminar. Foto: AlbertoPizzoli/AFP

Depois da substituição a toque de caixa de Giorgios Papandreou e Silvio Berlusconi por tecnocratas da confiança do Banco Central Europeu, criou-se certa expectativa de que os nervos dos investidores se acalmariam o suficiente para permitir uma semana um pouco mais tranquila. Mas as bolsas europeias continuaram a cair e os juros cobrados pelos títulos de dívida voltaram a subir a partir da segunda-feira.

 

Na terça-feira, o custo da dívida italiana subiu de 5,8% para a perigosa marca dos 7,1%, e o da dívida espanhola de 5,25% para um novo recorde de 6,36%. Talvez ainda mais preocupante seja a alta dos riscos de países jamais incluídos entre os PIIGS. O juro cobrado de títulos de dez anos da França pulou de 3,14% para 3,69%, o da Bélgica de 4,41% para 4,91%, e da Áustria de 3,09% para 3,62%.

 

Para o administrador de fundos da M&G Investments, do Reino Unido, foi o “dia mais preocupante da crise” até então e era “quase certeza” de que as dívidas da França e da Áustria perderão a classificação AAA. Os seguros contra moratória dos dois países superaram os 221 pontos da Irlanda ao ser rebaixada pela primeira vez. Segundo um corretor dos EUA ouvido pelo Financial Times, “todos estão liquidando os bônus e correndo

para a saída”. Havia poucos compradores e, no caso dos bônus italianos e espanhóis, o BCE parecia ser o único. Na quarta e na quinta, apesar do anúncio e aprovação do governo de Mario Monti e do voto de confiança do Parlamento grego em Lucas Papademos, juros e tensões continuaram no mesmo nível.

 

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