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Internacional

Carta Capital

Seca

06.09.2011 11:30

750 mil podem morrer de fome na Somália

Organização da ONU para Agricultura e Alimentação anuncia avanço da epidemia pelo país e diz que situação vai piorar. Foto: Michael Goldfarb/Médicos Sem Fronteiras

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou nesta segunda-feira 5 que a epidemia de fome na Somália pode vitimar 750 mil pessoas nos próximos quatro meses caso não haja uma resposta adequada para o problema. O país enfrenta longos conflitos internos e a mais intensa seca dos últimos 60 anos.

O estado de fome, que atinge cerca de quatro milhões de pessoas,  espalhou-se para a região de Bay, ao Sul. Um levantamento de agosto encontrou índices de desnutrição aguda e alta taxa de mortalidade na área, controlada por grupos insurgentes islâmicos.

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Pela definição, para haver um estado de fome, declarado no país africano em julho, pelo menos 20% das residências devem estar em grave penúria alimentar, 30% da população com desnutrição aguda e uma taxa de mortalidade de duas para cada 10 mil pessoas por dia.

As crianças são a maioria das vítimas. Em agosto, os EUA já estimavam em 29 mil o número de mortos com menos de cinco anos em decorrência da fome.

Envio de alimentos

A ajuda humanitária enfrenta dificuldades para levar e distribuir alimentos no país, uma vez que as regiões mais atingidas pela seca, ao Sul da Somália, são controladas por insurgentes. Esses grupos não permitem a ação de organizações internacionais em seus territórios.

Em julho, grupos extremistas islâmicos, que segundo a ONU e os EUA são ligados à Al Qaeda, queimaram alimentos e medicamentos enviados pelas Nações Unidas ao país. Além disso, mataram funcionários de grupos humanitários e  passaram a exigir propina para deixar os alimentos chegarem à  população.

Por isso, os somalis fogem para campos de deslocados internos na capital Mogadíscio, que já acumulam mais de 400 mil pessoas. Outros atravessam a fronteira com o Quênia em direção ao campo de refugiados de Dadaab, o maior do mundo, no qual vivem 440 mil indivíduos.

Veja abaixo imagens do campo de refugiados de Dadaab, no Quênia:

Crianças menores de cinco anos são as maiores vítimas da fome. Foto: Foto: Brendan Bannon/MSF

Cerca de seis mil pessoas chegaram ao campo de refugiados de Dadaab apenas na segunda semana de agosto. Foto: Michael Goldfarb/MSF

Paciente é examinado no centro de alimentação terapêutica no hospital de um dos campos de refugiados de Dadaab. Foto: Michael Goldfarb

Criança sendo pesada em um dos postos de saúde gerenciados pelo MSF em Dadaab. Foto:Serene Assir/MSF

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Sua opinião

  1. mizael disse:
    os cristão da Somalia estão passando neste momento pelo que esta escrito nas escritura sagrada, que o cristão tem que ser provado como ouro no fogo eles tem que continua firme por que ao vencedor Deus disse que daria o mana; esses grupos islâmicos que esta impedindo que a ajuda humanitária cheguem a os cristãos da Somalia são pessoas que porem quanto o nome não esta no livro da vida, e se eles não se converterem concerteza vão para no lago de fogo e enxofre onde se encontra satanás. Que nós cristão nunca devemos perde a luz que e a fé no cordeiro de Deus o que tira o pecado do mundo por que ele é o único portal para nos lavar de volta a Deus Altíssimo {jah}
  2. Brigar pelo o quê? « CartaCapital disse:
    [...] Assassinato a 4 rodas O fim da princesa dos trogloditas? Somália pode enfrentar surto de doenças 750 mil podem morrer de fome na Somália [...]
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