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Internacional

Especial Margaret Thatcher

1975: Thatcher eleita líder dos conservadores

por Deutsche Welle publicado 08/04/2013 10h45, última modificação 08/04/2013 10h45
No dia 11 de fevereiro de 1975, a química Margaret Thatcher, então com 50 anos, foi eleita pelos Tories presidente do Partido Conservador britânico

Essa noite de fevereiro entrou para a história britânica como a "noite das facas longas". Numa disputa acirrada, os Tories (conservadores) elegeram a química Margaret Thatcher, de 50 anos, para liderar o Partido Conservador, preterindo Edward Heath. O governo trabalhista (Labour) fazia troça: agora não era mais preciso se preocupar com as próximas eleições. Os conservadores jamais venceriam com uma mulher na liderança.

Apesar do ceticismo dentro do próprio partido, Thatcher conseguiu se impor. Baseada na filosofia de que não é obrigação de um político agradar a todos, liderava o partido com mãos de ferro. Quatro anos mais tarde, depois da renúncia do premiê James Callaghan, Thatcher foi eleita nas urnas para assumir o governo. Foi a primeira mulher na Europa a ocupar esse cargo.

A nova moradora da casa número 10 na Downing Street acreditava no capitalismo sem limites. Socialismo, burocratas de Bruxelas e sindicatos lhe eram antipáticos. Uma de suas metas era restringir o direito de greve e cortar os direitos dos representantes de operários nas empresas. Esta política linha-dura valeu a Thatcher o apelido de Dama de Ferro.

Rigor e patriotismo

Ela privatizou empresas e simplesmente ignorou as greves dos mineiros. Sua reação enérgica à invasão das Ilhas Malvinas pela Argentina lhe trouxe reconhecimento popular e agradecimentos no Parlamento.

Logo depois da invasão argentina, ela ordenou à Marinha que atravessasse o Oceano Atlântico para defender território britânico. A primeira-ministra garantiu em público, com voz emocionada, fazer tudo ao seu alcance para proteger os conterrâneos nas Malvinas. Depois de algumas semanas e um saldo de mil mortos, os argentinos capitularam.

Thatcher consolidou-se na liderança do governo, sendo reeleita mais duas vezes. Em 1990, os conservadores começaram a debater seu papel nas políticas social e europeia. Como o partido estivesse ameaçado de se desintegrar, Thatcher renunciou tanto à chefia do governo como à dos Tories. Dois anos mais tarde, recebeu o título de baronesa e ingressou na Casa dos Lordes, de onde não se cansou de reclamar de seu sucessor, John Major.

Quando Thatcher completou 75 anos, em 2000, seus correligionários a festejaram como a melhor chefe de governo, ao lado de Winston Churchill. Neste ponto, ela não demonstrou modéstia: "Os homens na política são responsáveis pelos pronunciamentos; as mulheres, ao contrário, pelas ações!"

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