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10 milhões de euros por um assassino

por Gianni Carta publicado 02/11/2010 15h30, última modificação 13/10/2011 11h17
O governo sérvio eleva o prêmio pela captura do genocida Ratko Mladic

O governo sérvio eleva o prêmio pela captura do genocida Ratko Mladic

Quinze anos após ter sido acusado pelo maior massacre desde a Segunda Guerra Mundial, o general Ratko Mladic continua à solta. Mas o cerco parece se fechar. Responsável pela morte de 8 mil meninos e homens em Srebrenica, o sérvio-bósnio Mladic em breve poderá, dizem os mais otimistas, ser julgado pelo Tribunal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia. Em 1995, o tribunal o indiciou por crimes de guerra em Sarajevo, e por genocídio em Srebrenica.

Seu paradeiro, no caso, seria o mesmo de outros de seus ex-aliados e superiores na guerra civil ocorrida na Bósnia e Herzegóvina entre 1992 e 1995. O mais recente responsável por genocídio e crimes de guerra a ser entregue ao Tribunal Internacional é Radovan Karadzic, ex-líder dos sérvios na Bósnia. Detido em julho de 2008, o poeta e psiquiatra é responsável pela própria defesa. Da mesma forma atuou em Haia Slobodan Milosevic, último presidente da Iugoslávia. Mas o julgamento foi interrompido quando Milosevic morreu de infarto, em 2006.

Mladic, general do exército sérvio-bósnio, é atualmente o mais procurado dos participantes no conflito. No fim de outubro, o governo sérvio elevou a recompensa pela sua captura de 1 milhão para 10 milhões de euros. A polícia sérvia também anunciou ter identificado três locais onde o fugitivo de 68 anos poderia se encontrar. Um deles seria um vilarejo turístico, Arandjelova, no centro da Sérvia.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 621, já nas bancas.

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